Á sombra de muita veracidade, primeiramente conosco, como responderíamos se nos perguntassem se tocaríamos nossa dignidade por conforto e bens materiais ?? "É claro que não!", se adiantariam alguns. Outros concordariam com os primeiros acenando com a cabeça e enrugando a testa. Mas, se analisarmos, ainda á sombra da mesma arvore de veracidade, poderemos enxergar que o caminho trilhado pela grande maioria não vai diferente: troca-se preciosas horas de existência, na qual basta estar para ser digno, por devaneios que em nada operam a nosso favor.Como falar em ser digno se sequer somos sinceros conosco, deixando sempre nossos anseios mais profundos serem dominados por modismo, vaidade, ou ainda, na maioria das vezes, MEDO. Medo de tentar o novo, o que não foi feito ou ousado por alguém. Raios! Oxalá não vivermos historias já vividas por outrem! Vivemos num momento singular (o que requer atitudes singulares) jamais vivido por outra sociedade. Bonito? Não, apenas o óbvio. Levando esse aspecto em consideração temos uma poderosa arma para fazermos o que quisermos, apesar da pressão exercida pela nossa grande carga de valores e pré-conceitos culturais. Como observou bem Terrence McKenna, estudioso de substâncias alteradoras da percepção, algo que poderia ser traduzido por: “Acreditarmos numa coisa implica, necessariamente, não acreditarmos na possibilidade do seu oposto". Isso é o que mantém muitos estáticos no sofá tamásico da modernidade: a incapacidade de enxergar e considerar outras realidades possíveis senão essa á que estão presos pelos grilhões mentais.
Será possível negar que a dignidade esta sendo deposta em detrimento do conforto e ambição se levarmos á cabo a questão saúde? Se frisarmos o aspecto holístico de saúde que envolve as inúmeras instancia que não só a física, como o mental, emocional e outras faculdades menos expressivas por palavras, àqueles que responderam “claro que não”, no começo do texto, agora lhes faltaria o chão. O que assistimos no momento é a usurpação consentida da dignidade e integridade das pessoas que SE (não se deve retirar a culpa do sujeito como invariavelmente tenta fazer a sociologia, vitimando-o) escravizam pelo excitamento máximo dos sentidos, como o da visão, quando passam horas sentadas em frente a caixa maldita após jornadas de trabalhos dedicadas a comprar supérfluos. A permanência em si , o estar, nos centros urbanos é suficiente para nos impor enorme quantidade de impressões visuais , que sem o devido processamento se acumulam de forma danosa em alguma instância de nossas faculdades mentais. O que dizer então do excitamento que vemos do paladar, com toda a parafernália quimico-alimenticia que tem por fim a acentuação dos sabores possíveis? Estes e outros estímulos produzidos industrialmente têm por fim fazer com que seu cérebro "sinta vontade" de repetir esses altos graus de excitamento. Só que quando deixamos que nos roubem nossa saúde, nossa dignidade, pagamos um preço muito caro: em todas as classes, prinpalmente urbanas, se manifesta o que qualquer analise séria da sociedade e população chamaria de pandemia. E da pior doença: o vício dos sentidos. Piores ainda aqueles vícios que entorpecem não só os sentidos mas também o discernimento do ser. Porém o que observamos é uma exaltação ao consumo de uma substância extremamente danosa como álcool, idolatrado e mantralizado em inúmeras canções de repercussão contemporânea. Assim cabe a pergunta: por que cargas d'água é a única substância alteradoa da percepção que pode amplamente comercializada e consumida, enquanto outras bem menos danosas e potencialmente curativas continuam proibidas?
Seja digno da oportunidade da probabilidade ínfima que é a de estar vivo, consciente. Tome as atitudes que já deveriam ser tomadas e mantenha-se saudável nos vários âmbitos da sua existência.
Que o irmão transcenda na mais tranqüila paz e serenidade !
Que vá para um plano melhor que esse!
Valeu Gabriel Café, que sejamos capazes de retirar algum significado da tua ida (ou não!)!
Guido Botti Zanello
