Texto iniciado domingo, dia 29 de julho. Manha chuvosa em Namur, parte francesa da Belgica, e dia livre de trabalho.
O capitalismo nao pode ser entendido como somente um modelo economico pois isso seria reduzi-lo a somente uma parte do seu real significado e extensao. O modelo capitalista é muito maior que isso: é modelo de vida logo se confunde com o olhar que temos sobre ela. Influencia muito mais do que qual roupa iremos vestir, de que devemos nos alimentar, trabalho e etc. Determina o inconsciente logo a logica pela qual entendemos a vida. A sistematica desse estilo de vida determina os padroes de normalidade incutidos no fundo da mente e a ordem sempre é a reducao e organizacao para o entendimento dos fatos. Quanta arrogancia!! E' como se a vida pudesse ser dividida em partes infimas para depois podermos remonta-las e chegar ao entendimento. Para isso a mente so consegue atingir a copreensao atraves de palavras, numeros e outros meros simbolos. Assim a mente perde a volatilidade de transitar entre os diversos conhecimentos adquiridos. Ja na escola aprendemos a separar os assuntos em materias, num formato que parecem nao haver conectividade alguma entre elase culina numa populacao que nao sabe relacionar de forma alguma a situacao de miseria nos paises perifericos e a fartura nos paises centrais da globalizacao. Dentro dessa logica aonde o normal é a acumulacao podemos entender o porqu^e de iniciativas como certificados de alimentos organicos, fair trades, ong 's e ideologias partidarias perdem seu real significado no decorrer do tempo e nao atingem seu objetivos iniciais.
O problema é muito maior e complexo: é mudar toda uma logica pela qual atingimos deducoes e que diretamente afetam o agir. Motivacoes, estimulos, conhecimento e percepcao sao prontamente transformados em mercadorias, portanto, comercializaveis. Qaundo se esta distante da logica da vida, entenda totalidade, em detrimento de uma aproximacao maior com a logica da acumulacao isso é perfeitamente considerado, deduzido, normal. A ciencia e sua metodologia que aprova e classifica é tida como inquestionavel mas a verdade é que ja nao atende mais aos anseios naturais do homem pela vivencia. O ser humano quer ver com os proprios olhos, fazer com as proprias maos e interpretar atraves do viver nao por codificacoes literarias e matematicas que passam a constituir um outro universo sem as relacoes necessarias para a especie.. O cidadao conteporaneo quanto mais inserido no contexto globalizado mais recebe as coisas prontas trocando invariavelmente a palavra vivencia por ciencia. O que se ve é uma crise existencial generalizada e a falta dos sentimentos de indentidade e pertencimento é uma constante. É o maximo do que se pode se entender por alienacao.
Alogica pode ser entendida como a configuracao na nossa mente que projeta uma imagem ao exterior atraves de acoes. E a forma de pensar dominante, a logica vigente, é o entendimento do universo (entenda-se cosmos, Brahman, Tao , ou sei la) como um relogio; é a visao mecanicista que se alastrou feito molestia desde que Rene Descarte a formulou ha seculos atras. Essa visao cartesiana se fundiu facilmente com alogica ja instaurada do Antropocentrismo, que entende que toda forma de vida e recursos existem para o bel prazer do Homo sapiens. Passa a nao se sentir mais como elemento pertecente ao emaranhado da vida, muito mais complexo do que podemos supor ou muito menos traduzi-los em palavras. Sob a otica cartesiana o ser humano vive na busca incessante para ser algo no emaranhado da vida que por essa visao é entendido como um mero tabuleiro de xadrez. Esquece a visao holistica e por isso esquece de simplesmente ser. Ignora que pelo simples fato de EXISTIR, ele ja é o objetivo.
Na busca por algo o individuo se ve em meio a tantos outros individuos na competicao gerada por essa logica. Aqui o conhecimento nao se compartimha e sim, é patenteado, privado. Essa luta tel implicacoes diretas na nocao das relacoes entre passado-presente-futuro. Ofoco é sempre em cima do novo, uma vez que na Era da Informacao a producao de ''conhecimento'' é fonte de poder. Isso explica as constantes tensoes de geracoes nasculturas ocidentais e orientais globalizadas. Os filhos estao mais atualizados, portanto, detentores de mais conhecimento, que muitas vezes é confundido com sabedoria , adquirida somente com a vivecia. Daqui resulta o desprezo pelo velho e conequentemente pelo passado. Por outro lado falta respeito por parte dos pais para com as geracoes vindouras . Esquece-se de viver o presente sempre almejando o futuro . Quando este chega ja nao mais o é , pois agora se transforma em presente e a sede pelo novo, o futuro, noa permite o desfrutamento do hoje. Portanto o cidadao despreza o passado, nao vive o presente e muito menos o futuro.
Com a logica adequada ao sistema perde-se a necessidada de um capitalismo ficticio o qual é direcionado por executivos engravatados sentados a mesa de uma grande corporacao. Ele anda pelas proprias pernas, é autonomo. E esse bicho se alimenta da logica reducionista que projetam as acoes da populacao no sentido do que a gente entende por modelo habitacional (cidades), relacoes pessoais, economia e a relacao que se estabele entre ser humano e elementos nao humanos. O que fica evidente: a verdadeira mudanca nao passa por discussoes dos ambitos politico ou economicos. Somente isso é insuficiente como a historia vem nos mostrando. Se mudancas no interior da mente nao ocorrerem a ponto de mudarem a otica de enxergar o mundo iremos permaner nos degladiando por mudanca dentro das regras do mesmo jogo. Nao! A busca é por um novo jogo, novas regras. Transcenda o seu tempo!
Guido B Zanello
dinsdag 31 juli 2007
donderdag 12 juli 2007
Para pensar:
''O caro leitor me responda: o que eh uma cidade alem de reproducao fisica do modelo economico e politico da sociedade?''
De uma Caros Amigos das antigas....
De uma Caros Amigos das antigas....
ECOTOPIA POSSIVEL
Eu estava aqui lendo um livro chamado Eurotopia e me lembrei dos tapas que eu ja tomei... e resolvi escrever esse texto: tomei um tapa que todo mundo tem a disponibilidade de ajudar, as pessoas aqui ja nao dao tanto valor assim pro dinheiro, pois dinheiro aqui ja deixou de ser preocupacao a tempos para europeus dos paises da uniao europeia e alguns que por conveniencia nao entraram no grupo.Parecem que comecam agora a olhar para o mundo e falar : 'alguma coisa ta errada !'... mas ainda assim em minhas conversas pude perceber que sabem mas nao internalizam que modo de vida que levam se deve em parte(maior parte como todos sabemos) da escassez nos paises serventes, em palavras mais pomposas, em desenvolvimento,quando chegam a isso ser. Nao conseguem relacionar que a disponibilidade em sua mesa de frutas do mundo inteiro em tamanho standart, tipo exportacao, se deve a escassez na mesa de pequenos agricultores nos paises perifericos que nao conseguem atingir os padroes para exportacao e sao fagocitados por grandes proprietarios .Sempre vem em meu pensamento algumas aulas de historia quando se dizia que nos, latino-americanos, sentimos reflexos tardios do que acontece na Europa e paises centrais na corrida capitalista : parece que a populacao brasileira tem que atingir o status de consumo e bem-estar do europeu pra olhar pro lado e ver a miseria que gerou. E agora como se o chao desaparecesse vai exclamar : 'alguma coisa ta errada !'
Apesar de conversar com voces a respeito de aspectos sociologicos e ambientais nos quais estamos inseridos, e na grande maioria das vezes entrarmos em comum acordo que alguma coisa ta errada, no final da conversa, cada um se levanta vai para sua casa e continua reproduzir aquilo tudo que fora discutido.... todo mundo sabe o que ta errado mas ninguem tem a disposicao de parar o que ta fazendo mesmo apesar de saber que esse caminho nos levara a fazer o mesmo que nossos pais fazem e provavelmente teus filhos irao fazer. Medo de mudar ? Talvez... tentar uma coisa que nao e tao comum e que usualmente tem a conotacao negativa de 'coisa de doidao', nao e tao simples assim...soa estranho...voce tem que estar a preparado para ouvir muitos naos e muita chacota. Mas essa e uma questao que devemos nos debrucar e pensar logo, pois inegavelmente, como todos sabem, a babilonia ta caindo. O gigante ta cambaleando e eu nao quero ta embaixo quando cair.
Para mim uma alternativa bastante viavel seriam as ecovilas sustentaveis com autonomia de decisoes. O que e bastante plausivel do ponto de vista antropologico, pois essa forma de organizacao social e lugar comum na histora humana, porem nao com o nome de ecovilas. Se procurarmos na internet conseguimos achar inumeras comunidades vivendo (eu disse vivendo, nao sobrevivendo) com o minimo impacto possivel ou impacto positivo. So no livro Eurotopia, encontrei centenas e muitas dessas ecovilas com mais de seiscentos integrantes . Se alimentando do melhor alimento, nao de produtos com coisas do tipo 'corante caramelo tipo IV ou aglutinantes S-VI. Vivendo dignamente com horas e mais horas de convivencia, ja perdida a tempos nas relacoes urbanas.
Pois bem... meu convite ta feito. Se manifeste quem tiver incomodado com a situacao e pra quem tiver acomodado... melhor nem responder !Eh nozes ! abracos a todos
Apesar de conversar com voces a respeito de aspectos sociologicos e ambientais nos quais estamos inseridos, e na grande maioria das vezes entrarmos em comum acordo que alguma coisa ta errada, no final da conversa, cada um se levanta vai para sua casa e continua reproduzir aquilo tudo que fora discutido.... todo mundo sabe o que ta errado mas ninguem tem a disposicao de parar o que ta fazendo mesmo apesar de saber que esse caminho nos levara a fazer o mesmo que nossos pais fazem e provavelmente teus filhos irao fazer. Medo de mudar ? Talvez... tentar uma coisa que nao e tao comum e que usualmente tem a conotacao negativa de 'coisa de doidao', nao e tao simples assim...soa estranho...voce tem que estar a preparado para ouvir muitos naos e muita chacota. Mas essa e uma questao que devemos nos debrucar e pensar logo, pois inegavelmente, como todos sabem, a babilonia ta caindo. O gigante ta cambaleando e eu nao quero ta embaixo quando cair.
Para mim uma alternativa bastante viavel seriam as ecovilas sustentaveis com autonomia de decisoes. O que e bastante plausivel do ponto de vista antropologico, pois essa forma de organizacao social e lugar comum na histora humana, porem nao com o nome de ecovilas. Se procurarmos na internet conseguimos achar inumeras comunidades vivendo (eu disse vivendo, nao sobrevivendo) com o minimo impacto possivel ou impacto positivo. So no livro Eurotopia, encontrei centenas e muitas dessas ecovilas com mais de seiscentos integrantes . Se alimentando do melhor alimento, nao de produtos com coisas do tipo 'corante caramelo tipo IV ou aglutinantes S-VI. Vivendo dignamente com horas e mais horas de convivencia, ja perdida a tempos nas relacoes urbanas.
Pois bem... meu convite ta feito. Se manifeste quem tiver incomodado com a situacao e pra quem tiver acomodado... melhor nem responder !Eh nozes ! abracos a todos
woensdag 11 juli 2007
O Medo
O MEDO
Ja parou pra pensar qual eh a real motivacao que impulsiona a todos a acordar todos dias de manha pra fazer coisas que nao gostam como entrar num escritorio para encontrar gente tambem fazendo o que nao gosta ? Ou ainda, ja parou pra refletir o porquê de ir pra universidade para encontrar profissionais trabalhando insatisfeitos e estudantes em clima de competicao para depois de ter o carimbo na testa de ‘robotizado’ entrar no escritorio citado a pouco ?
Cidadaos do mundo inteiro inseridos na cultura da globalizacao, por estarem afastados de suas raizes, temem o que pode acontecer se tentarem diferente do sistema imposto. E uso ‘’raizes’’ no seu sentido mais bio-antropologico, como no exemplo do reconhecimento da sua propria comida. O bicho-homem-globalizado nao sabe reconhecer a planta que lhe fornece o alimento. Come demasiadamente carne, alimento que nao eh condizente com a fisiologia adquirida por milhares de anos de evolucao podendo se citar espectro de luz visivel,tamanho do comprimento intestinal e denticao. . Nao conseguem imaginar outra alternativa pois tem medo de ficarem sem todo o conforto e ‘seguranca’ adquiridos assegurados por um contra-cheque no fim do mes. Ainda temem a falta do que comer, mesmo que seja comida provinda de supermecados, e que ,portanto, nao sabem sua origem muito menos o que os rotulos, codificados em substancias desconhecidas pela maior parte da populacao, significam; O sistema se baseia no medo da populacao, se baseia na ignorancia.
O cidadao comum pensa que eh infeliz porque precisa de mais dinheiro. Veja bem, MAIS dinhero. Nunca esta satisfeito mesmo que tenha as necessidades basicas ditadas pelo sistema sejam atendidas que se constitui em comida racionada para grande parte e direito a televisao dita livre nos momentos de ‘lazer’. Esse fato comprova que o homem nao sabe nem identificar a suas proprias necessidades. Eh confuso e desajeitado. Nao identifica necessidade realmente basica no seu existir. Nao identifica falta de relacoes pessoais como causa de sua infelicidade. Nao se lembra de reconhecimento pelo outro, entendimento, crescimento mutuo, cooperacao e trabalho coletivo . Se apega as jargaos do tipo ‘sou urbanoide, meu habitat eh a cidade’, como uma tentativa de enganar o instinto que lhe eh natural. Mas tentar enganar tendencias naturais eh muito caro e estamos pagando por isso.
O resultado de toda essa equacao eh a insastifacao generalizada tanto pelos que têm e pelos que nao têm. Ate quando as pessoas irao se submeter a viver sob o medo e a ignorancia e contribuir para escravidao de mais e mais geracoes para a manuntencao dessa maquina ? Pense, sinta, mude, grite, xingue, refute, recuse, dance na chuva … faca alguma coisa !!!
Guido B Zanello
Ja parou pra pensar qual eh a real motivacao que impulsiona a todos a acordar todos dias de manha pra fazer coisas que nao gostam como entrar num escritorio para encontrar gente tambem fazendo o que nao gosta ? Ou ainda, ja parou pra refletir o porquê de ir pra universidade para encontrar profissionais trabalhando insatisfeitos e estudantes em clima de competicao para depois de ter o carimbo na testa de ‘robotizado’ entrar no escritorio citado a pouco ?
Cidadaos do mundo inteiro inseridos na cultura da globalizacao, por estarem afastados de suas raizes, temem o que pode acontecer se tentarem diferente do sistema imposto. E uso ‘’raizes’’ no seu sentido mais bio-antropologico, como no exemplo do reconhecimento da sua propria comida. O bicho-homem-globalizado nao sabe reconhecer a planta que lhe fornece o alimento. Come demasiadamente carne, alimento que nao eh condizente com a fisiologia adquirida por milhares de anos de evolucao podendo se citar espectro de luz visivel,tamanho do comprimento intestinal e denticao. . Nao conseguem imaginar outra alternativa pois tem medo de ficarem sem todo o conforto e ‘seguranca’ adquiridos assegurados por um contra-cheque no fim do mes. Ainda temem a falta do que comer, mesmo que seja comida provinda de supermecados, e que ,portanto, nao sabem sua origem muito menos o que os rotulos, codificados em substancias desconhecidas pela maior parte da populacao, significam; O sistema se baseia no medo da populacao, se baseia na ignorancia.
O cidadao comum pensa que eh infeliz porque precisa de mais dinheiro. Veja bem, MAIS dinhero. Nunca esta satisfeito mesmo que tenha as necessidades basicas ditadas pelo sistema sejam atendidas que se constitui em comida racionada para grande parte e direito a televisao dita livre nos momentos de ‘lazer’. Esse fato comprova que o homem nao sabe nem identificar a suas proprias necessidades. Eh confuso e desajeitado. Nao identifica necessidade realmente basica no seu existir. Nao identifica falta de relacoes pessoais como causa de sua infelicidade. Nao se lembra de reconhecimento pelo outro, entendimento, crescimento mutuo, cooperacao e trabalho coletivo . Se apega as jargaos do tipo ‘sou urbanoide, meu habitat eh a cidade’, como uma tentativa de enganar o instinto que lhe eh natural. Mas tentar enganar tendencias naturais eh muito caro e estamos pagando por isso.
O resultado de toda essa equacao eh a insastifacao generalizada tanto pelos que têm e pelos que nao têm. Ate quando as pessoas irao se submeter a viver sob o medo e a ignorancia e contribuir para escravidao de mais e mais geracoes para a manuntencao dessa maquina ? Pense, sinta, mude, grite, xingue, refute, recuse, dance na chuva … faca alguma coisa !!!
Guido B Zanello
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