maandag 12 november 2007

As Outras Portas da Percepcao


Ja estava ha um tempo pensando em escrever algo sobre o assunto mas as ideias ainda ao estavam concatenadas a pontos de serem esbocadas em palavras.O se segue é apenas uma tentativa.
Com a Revolucao de Gutemberg, que fez com que a impressao passasse a ser feita em proporcoes jamais vistas ate entao e aumentasse significante a extensao do material impresso, uma vez que tornava o processo mais barato, acreditava se numa gama de impactos vindouros decorrentes que, infelizmente ,o futuro ja desmentiu. Nao, a populacao nao goza dos direitos ao acesso a livros, pelo menos de qualidade. Livro de qualidade , num contexto como nosso, deve ser entendido como ‘atualizado’. Esse ainda nao caiu no dominio publico (direitos autorais) e somado a ganancia dos oligopolios da impressao .chega as maos da populacao a precos incompativeis com a realidade social. Quer uma amostra ? Bibliotecas publicas federais é um bom comeco pra ver que livros atualizados nao sao tao disponiveis. Tanto é, que o processo de quebra de patentes se faz necessario e ocorre, de forma franca e aberta, a pratica da xerox em ambiente universitario sem que sejam contabilizados direitos autorais. Como é senhores governantes ? Aonde esta a etica ? A socializacao de informacao deve ser de forma aberta, nao ficar assinando tratados internacionais ratificando o direito a patente e direitos autorais e por ‘debaixo dos panos’ fazer o contrario em instituicoes de ambito federal. Tem de escancarar de uma vez por todas : aqui o acesso a informacao é aberto ou nao ? Outro problema é a falta de material impresso na lingua portuguesa para estudantes de alguns cursos superiores, mas foge um pouco do assunto que vou tentar tratar.
Mais tarde veio o radio, promessa de que tambem seria uma ‘revolucao’ de colossais proporcoes. A historia negou tambem. Logo depois vem a televisao com a promessa de fazer melhor , de fato se sai melhor que o radio, mas a extensao a populacao continua na promessa. Essas revolucoes tecnologicas nunca atingem suas esperancas depositadas passando sempre a ter justificativa pratica de atender interesses particulares. Tecnologias criadas num contexto aonde a propriedade privada é a legitimacao maxima dos direitos , portanto, a criacao vem sempre ligada a uma patente particular. A Internet foi o tiro que saiu pela culatra. Criada para fins militares, a ARPANET(precursora do que conhecemos por Inertet hoje) saiu dos parametros de controle (total) e hoje tem proporcoes de possibilidades ainda inatingiveis pelo nosso entendimento. O agente PASSIVO, que sentava ao lado do radinho a pilha ou sentado em frente da televisao, sendo bombardeado por imagens selecionadas por periodistas sem compromisso algum com o coletivismo , passa a ser o agente ATIVO, que escolhe o que quer ver .
Gosto de deparar a historia que temos conhecimento com a pergunta : sera que a Internet é a revolucao ? Depende das nossas habilidade em ‘caminhar’ nessa outra dimensao , o que faremos com ela e do conceito escolhido para ‘revolucao’. Alguns autores chamam a Internet de outro nivel de conciencia. Esse pode ser o instrumento que transforma alguns pontos fracassados de revolucoes tecnologicas passadas em possiblidade real da socializacao do conhecimento e comunicacao. Podemos encontrar na Internet a ferramenta necessaria para alguns pontos dos imaginarios socialistas e libertarios anarquistas mais utopicos. Esta visivel pra quem quiser ver a socializacao ocorrendo no campo das letras e musica. Fico feliz quando encontro os chamados movimentos Copyleft, com destaque para o movimento Coletivo Sabotagem (http://sabotagem.revolt.org/) no Brasil, que sofreu processos e teve o site suspenso mas sempre dao o jeito de voltar a ativa. Alem de que ja nao tem mais cura: é virtualmente impossivel ‘apreender’ os documentos divulgados por motivos obvios. É possivel verificarmos a aderencia de alguns artistas a essa tendencia de compartilhacao como o cantor Bnegao (http://www.bnegao.com.br/), que disponibilizou por completo seu disco ‘Enxugando Gelo’ para download. O que eles fizeram ja esta na rede e no computador de milhares de internautas. Nao tem mais volta. Esses e outros individuos compostos somentes de conciencia espalhados por essa dimensao tornam disponiveis materiais preciosissimos que nunca chegariam ao nosso conhecimento seja pelo distanciamento fisico propriamente dito ou por custos. Viajando nesse nivel diferenciado de concienca o cibernauta entra em contato com pessoas que deixam de ser pessoas de carne e osso e passam a pertencer a essa outra dimensao onde o que conta é a sua conciencia. Ninguem tem cor, sexo, cheiro, tamanho. Por isso afirmo que é uma comunicacao de concientes ,ainda que seja verdadeira a afirmacao de que é limitado por palavras e imagens, o que desacelera a fluidez de pensamentos Por essa volatilidade adquirida por individuos ou coletivos justifica se a afirmacao de que a rede é uma verdadeira revolucao pois nao transforma somente os meios de reproducao de conhecimento mas principalmente, pela primeira vez, modifica a condicao de existencia do proprio ser humano bem como suas relacoes.
A liberdade de expressao encontra na rede a fidelidade de direito aos seus preceitos fundamentais. Movimentos sociais fazem seus enlaces, comunicados e denuncias via Internet. Isso os movimentos de carater socio-ambiental estao fazendo muito bem mas ainda tem muito a crescer. Movimentos revolucionarios guerrilheiros de toda a America e mundo fazem suas pronunciacoes e reivindicacoes : as Forcas Revolucionarias da Colombia(http://www.farcep.org/), o Exercito Zapatista de Libertacao Nacional (http://www.ezln.org.mx/) e outras tantas espalhadas pelo globo. Quando seria possivel uma pronunciacao segura para os lideres dessas orgnizacoes reclamassem e falassem abertamente o que querem sem distorcoes midiaticas ? Ou quando seria diretamente acessivel as ideias de grupos considerados ‘ilegais’ pelos ianques ? Esse meio torna isso possivel. Tocando no assunto nao podemos esquecer do Centro de Midia Independente (http://www.midiaindependente.org/) presentes nas mais diversas nacionalidades e linguas, aonde qualquer um pode ser um reporter, fazer denuncias e expor opiniao. Nao podemos nos esquecer que apesar da aparente falta de controle, essa liberdade propiciada por esse mundo virtual ainda é controlada (ou tentam controlar) por empresas norte-americanas por mecanismos para mim ainda obscuros (se alguem souber me escreva, por favor), o que provocou ha um tempo atras reclamacoes na ONU por parte do chamado G5. Uns amigos que serviram de voluntarios em ONG’s no Iraque , que denunciavam crimes cometidos pelas tropas assasinas da alianca anglo-norte americana principalmente, me reportaram que os emails demoravam cerca de dois dias para entrarem ou serem enviados das caixas postais dos correios eletronicos, o que levanta uma hipotese de um suposto controle ou violacao antes de serem enviados ao seus destinarios.
O ponto que toca a questao de substancias alteradoras de conciencia é igualmente transformador: pela primeira vez usuarios de tais podem compartilhar visoes e experiencia sobre o assunto sem a manipulacao direta de contaminantes de informacao como os dogmas estabelecidos pela meios informantes da sociedade. Esse poderoso meio nos possiblita o contato com substancias igualmente poderosas que poderiam nos passar despercebidas ou mesmo censuradas seja por lei e/ou interesses particulares. Ha em vigencia um forte movimento nao so que colocam em debate as drogas usualmente mostradas pela midia, como o Growroom que trata principalmente sobre a canabis. Outros sites tambem trazem a discussao substancias psicoativas menos conhecidas como DMT, Psilobicina, LSA, mescalina e tantas outras, alem de compartilharem metodo de cultivo e a disponibilzacao para venda ou troca de sementes de plantas ou esporos fungicos com propriedades alteradoras do estado de conciencia (http://www.lycaeum.org/ / http://www.muscaria.com/ / http://www.erowid.org/ ). Fazem isso legalmente utilizando as brechas nas leis dos paises que, devido a velocidade de processamento de informacoes da Internet, nao conseguem processar leis a tempo para conter toda a informacao adquirida pelos psiconautas. Essa é uma possibilidade real que os visionarios teem para terem acesso as ,chamadas por Aldous Huxley e censuradas pela politicas de war on drugs, portas da percepcao.
Com a chamada ‘Web 2.0’ (jogada de marketing ou nao) as portas foram ainda mais ampliadas e a interatividade nesse outro meio de contato interconciente aprimorada. A Wikipedia como uma enciclopedia viva atualizada e criada pelos proprios usuarios é um bom exemplo. Fato esse que nos propicia visoes mais dinamizadas e nao so proveniente de poucos meios informativos como acontecia antes da ampliacao do uso da Internet quando as fontes mais comumente usadas de enciclopedias eram as a ‘Barsas’ e ‘Larousses’ da vida, usualmente ultrapassadas, pois era inviavel por questoes economicas e de espaco fisico comprar uma outra colecao de enciclopedias num curto espaco de tempo. Sao infinidades de informacoes armazenadas em espacos infinitesimais disponibilizadas somente pelo o acesso a esse outro plano.
Essa dimensao diferenciada possibilita o surgimento e acoes de individuos ou coletivos que poderiam ser considerados subversivos,criminosos, insurgentes, ou qualquer outra denominacao contidas nas leis do‘Estado de Direito’vigente. E algo que em alguns pontos tocam a Zona Autonoma Temporaria descrita por Hakim Bey.no livro TAZ (www.sabotagem.revolt.org/sites/sabotagem/files/TAZ_-_Hakim_Bey.pdf ): ‘…a Taz - abreviacao usada originamlemente pelo autor - pode envolver varias taticas de violencia e defesa, mas seu grande trunfo esta em sua invisibilidade – o Estado nao pode reconhece la porque a historia nao a define. Assim que a TAZ é nomeada (representada , mediada), ela deve desaparecer, ela vai desaparecer, deixando para tras um involucro vazio, e brotara novamente em outro lugar, novamente invisivel, porque é indefinivel pelos termos do Espetaculo. Assim sendo , a TAZ é uma tatica perfeita para uma época em que o Estado é onipresente e todo-poderoso mas, ao mesmo tempo, repleto de rachaduras e fendas.’ O que nos resta é sabermos como aproveitarmos do que temos disponivel para tentar transformar alguma realidade aproveitando as brechas do Estado , mesmo que seja uma transformacao local, nacional ou global. Se constitui numa critica afiada ao sentimento nacionalista, que foi ate entao, um sentimento considerado inerente da natureza do ser-humano
Enquanto a net nos impoe uma hierarquia verticalizada, aonde atuam as transferencias de dados elitizados, portanto restritos, como dados militares, seguranca de Estado, transacoes bancarias e monetarias, surgida de dentro da net encontramos uma especie de contra-net : a web, aonde o acesso a dados sao abertos o que constitui uma hierarquia horizontal palpavel a todos da rede. Temos a liberdade de agirmos no que poderia ser comparado as taticas de guerrilha. O que conta é a sua invisibilidade no ataque e sua fluidez na fuga , sem deixar provas do crime. Somos os cacadores avidos por informacao. A Internet promove atuacao na confusao gerada pela aparicao de uma nova dimensao ‘palpavel’ : os planos se sobrepoem, fazendo com o que a Dimensao Realidade tome verdades da Dimensao Simulacao e vice-versa formando um sistema dinamico de complexidade fabulosa. E nisso ela faz muito bem regidas por leis que em muito se aproximam da Teoria do Caos e formulas nao-lineares devido a infinidade de variaveis (possibilidades) possiveis.
Atencao que o modo de relacao dito virtual nao deve jamais ser comparado ao tete a tete, a presenca dos individuos . Sao coisas completamente diferentes que nao se opoem mas se complementam em alguns pontos. Em vez de perdermos tempo fazendo comparacoes (uma pratica de raizes profundas no nosso sistema de crencas embasado na ciencia moderna) vamos nos ocupar em aproveitar os beneficios gerados. Qualquer tentativa de superar processos de aprendizagem humanos eu os refuto e apelo novamente com o argumento da possibilidade de complementariedade.
Nao negligencio que a Internet ainda nao esta ao alcance de todos nem ao menos a maioria, mas esse é um texto de divulgacao num meio cibernetico. Por isso descorro partindo do principio que todos teem o acesso e voce, que esta lendo este texto, nesse momento nao passa de um individuo cibernetico somente funcionado como um terminal para processamentos e movimentos digitais incluido numa dimensao iguamente cibernetica. Portanto parto do principio do todo de uma so dimensao, que é a digital. Deixo meu protesto em favor da ampliacao e socializacao do acesso a Internet. Ampliacao essa que nao deve ser confundida com a politicas publicas que teem como objetivo o combate ao analfabetismo digital ou o de ‘inclusao digital’, somente pela doacao de computadores baseadas em transacoes fraudulentas , comumente observada na politica brasileira .Entendem que ‘inclusao digital’ é capacitacao de mao-de-obra para o mercado Eh mais que isso: é trazer a habilidade nessaria às liderancas marginalizadas que representem os grupos sociais excluidos para compartilhar visoes e encontrar aliados na mobilizacao que seja, potencializando a extensao digital pretendida atraves do quesito qualitativo e nao quantitativo. Essa é uma tarefa dificil num pais ainda com uma politica com marcas profundas de um sentimento pos-ditadura aonde as disputas democraticas sao realizadas no campo de disputas publicitarias. Aonde politicos eleitos nao abrem mao do voto secreto (por que sera ?) e a candidatura se baseia em numeros, portanto em um carater quantitativo, a socializacao real desse meio se faz dificil.
Nao tentei nesse texto me opor ao chamado movimento ultra verde e a negacao da tecnologia com argumentos neo-luditas, mas apenas faco o uso e a alusao de/as ferramentas deixadas pelos lapsos de controle. Um ‘viva’ a todos projetos ‘subversivos’e a todos aqueles individuos exploradores que buscam pela experimentacao direta outros tipos de conciencia !

Guido Base

donderdag 25 oktober 2007

Questao de Concepcao

A questao do que é necessidade basica, passa como muitas outras situacoes, pela circunstancia envolvida de disponibilidade de recursos e conhecimento.
Quanto mais alto, nao qualitativamente mais quantitativamente, é o conceito de necessidade basica, mais impactos provocamos num ambiente global, que ja se encontra mais que adoentado.
Essas diferentes realidades respondem ao sistema capitalista de maneiras diferentes :. Logicamente que o impacto gerado se da em diferentes intensidades. Nao podemos observar o capitalismo mirando somente na parte mais forte da corda temos que tentar enxerga lo tambem no lado fraco para entendermos um pouco mais.
Estou trabalhando ilegal num restaurante junto com mais dois : Paul, o dono , cozinheiro alcoolatra e explorador e Christopher, pai de famila e obcecado em ganhar sempre mais, pois segundo ele nao leva uma vida com suas necessidade basicas atendidas. Estava sempre a se queixar que tinha que trabalhar e que a vida na Belgica nao eh nada facil. Ja vacinado deste tipo de comentario por aqui, ja indentificava que era puramente concepcao do que eh necessidade basica. Recebemos uma ordem do Paul : tinhamos que carregar o carro de tralhas e teriamos que leva-lo a um cerimonial aonde se daria a festa mas antes passariamos na casa de Christopher pra pegar roupas de gala pois iria ser o garcom da noite e eu de faz-tudo escondido na cozinha sem mostrar minha cara de latino-americano mal vestido. Quando chegamos a casa dele me deparei com uma casa que era de tal humildade que estava a altura de comparacao com qualauer casa dos bairros mais caros de qualquer grande capital brasileira. Me ri por dentro. Nao porque nao reconheco que trabalha se muito (verdade que no brasil as condicoes sao bem piores, mas porque o vejo completamente cego acreditando que nao leva uma vida sossegada. Quanto mais tem , mais quer ter. Nunca se satisfaz. Quanto mais se aproxima dos padroes ditados pela cultura globalizada mais se assemelha a esse tipo de insastifacao.
Nesse enredo de estar sempre buscando mais, acumulando mais, para satisfazer suas necessidades creditadas como ‘basicas’ vai indo num caminho que parece nao ter volta, fica cego e passa nao enxergar outras alternativas. Raciocinando, na melhor das hipotese o cidadao que cultiva esses valores ficara rico (financeiramente), o que nao é nenhuma garantia de realizacao pessoal ja que se busca um objetivo seguindo uma logica de ‘sempre mais’ para se satisfazer. Resultado dessa moqueca de incongruencia : insatifacao na certa, falta de tempo para a familia, problemas conjugais e com filhos. Alem dos problemas de saude derivados do corre-corre e dos lanchinhos rapidos e mortiferos. é sabido por dados da OMS que a depressão é um sério problema de saúde pública, e será, em 2020, a primeira causa mundial de invalidez, a seguir às doenças cardiovasculares e ainda que trinta por cento da população europeia já viveu uma depressão. Queremos ainda atingir o ‘le bien etre’ do Velho Mundo ?
Ha um tempo atras estive em Marselha e fiquei num apertamento que tinha um menino que estava entrando no correspondente ensino medio brasileiro. No primeiro dia de aula o mininote me volta com um lap top muderno que ocê tinha que vê. A escola dizia que era uma ferramenta essencial, basica como se fosse um lapis na mao de estudantes brasileiros, entao cumpria seu papel de instituicao educacional e dava um ‘lapis’ desses a cada estudante matriculado. Me lembrei na hora as praticas feita por organizacoes de pais em escolas publicas na tentativa de fazer ‘vaquinhas’ pra comprar um computador pra ser dividido por todos alunos . Logo em seguida veio flash daqueles politicos brasileiros bem chulos sorrindo ao lado de uma meia duzia de computadores recem doados pra aquela escola, quicà a mesma que ele desviou dinheiro. Me ri por dentro. Dessa vez para nao chorar.
Bom agora eu to Anwerpia e daqui vou a Caracas e depois ir migrando ate Vitoria ES. Vai ser bom ver o contraste entre o lado de quem esta roubando as nacoes que pagam por esse bem estar descofigurado e nao se satifaz, e o lado que paga por isso.

dinsdag 23 oktober 2007

Mais ou Menos Assim

As vezes fico muito tempo falanndo sozinho aqui na gringa que passo a achar que ja falei pra alguem das coisas que eu penso. Resolvi escrever:
Na minha cabeca idealizo um lugar projetado pra ser exemplo, nao a ser copiado e reproduzido, mas que mostre que outras formas de se viver sao possiveis. Formas estas de carater ecologico que chamaria de organico uma vez que tentamos nos aproximar do nosso estado mais fundamental, aquele que eh integrado com todas as entidades sejam elas vivas ou ‘nao vivas’. Tendo essa linha de pensamento eh indispensavel a interdisciplinaridade como carro-chefe.
As diversas experiencias contidas em cada elemento do grupo deveremos saber aproveitar de alguma forma e canalizar esse esforcos na producao e reparticao de conhecimentos nao so considerando um grupo de individuos fechado mas um grupo composto pela sociedade e a realidade nas quais estaremos inseridos.
Teremos em mente a transformacao de realidade local atraves de cursos gratuitos para a populacao local financiados por cursos ministrados a uma populacao de maior poder aquisitivo, vendas de produtos agricolas processados e no estado fundamental(somente se nao precisarmos para consumo proprio ou nao tivermos como processar), ecoturismo, financiamento publico e privado. Os cursos para as populacoes seriam os mais diversos como mostra de filmes, ecologia, engenharia adaptada a realidade, linguas, permacultura, economia,filosofia,sociologia, promocao de festas tradicionais e tudo aquilo que tivermos acesso e considerarmos importante para o fortalecimento da cultura local. Imagino um centro de referencia de criticas ao sistema vigente . No entanto, nao seremos meras criticas, como o que estamos acostumados a ver principalmente nos meios academicos, estaremos apresentando na pratica a nossa alternativa funcionando apesar de todas as pressoes que certamente sofreremos.
Estaremos voltados para os acontecimentos locais mas sem deixar de lado oq que se passa em outros lugares . Por isso relacoes com outras organizacoes e instituicoes sera de suma importancia e , para isso, temos uma ferramenta poderosissima em nossas maos que eh a Web, onde podemos fazer denuncias e buscar recursos , bem como divulgar nossas ideias e eventos e de abrir um espaco para internautas do mundo inteiro poderem achar respostas e ate quem sabe chegarem a concretizar contato direto vindo ate a nossa comunidade.
Minha ideia eh de um lugar que ao mesmo tempo luta pela tradicao cultural local esta aberto a vinda de todos aqueles que estiverem no objetivo de apoiar as causas por nos defendidas, nao esquecendo de pessoas estrangeiras. Para isso ja tenho em mente um site traduzido pelo menos em seis idomas que sera possivel a realizacao somente com as pessoas que ja estao envolvidas no projeto. Site esse que podera esta vinculado a universidades e organizacoes como a WWOOF( www.wwoof.org) para vinda de voluntarios.
Bom ideias de auto-suficiencia em tudo que estiver ao alcance sera produzida pela agroecologia , artesanato, marcenaria e outro. Bioconstrucao seria o embasamento para as construcoes e permacultura nosso espirito para os planejamentos.
Bom deve estar faltando muita coisa mas deu pra dar uma nocao do que eu penso. E lembrem-se isso nao somente um sonho fantasioso eh um sonho perfeitamente ao nosso alcance !!!
Ta dado o recado espero comentarios de todos que ainda nao se manifestaram por escrito.


ps; commo dito estas sao minhas ideias e que portanto estao de acordo ou nao com os demais cumpadres portanto sujeita a criticas . Por favor faca criticas , isso provoca evolucao de ideias.

woensdag 17 oktober 2007

Cuidado com os livros de geografia


Desde as aulas de Geografia sobre populacoes que tive , alguma coisa nao se encaixava na minha cabeca : sobre a Teoria Maltusiana . Dizia que nao estava certo porque gracas a Revolucao Verde e novas tecnologias aumentaram a eficacia do solo etc. Cuidado essa frase nao eh completamente verossimel. Primeiro , com a revolucao verde tivemos um maior aumento da utilizacao de insumos agricolas , que como ja sabido e verificado, causam perda de biodiversidade no solo ( intimamente ligado a fertilidade, no solo do Brasil, consequentemente, produtividade) . Causou como tambem ja sabemos , a concentracao acentuada de terras, que como sabemos produz menos alimento que as propriedades ditas comunitarias ou familliares. Passou se a usar maquinarios pesados, incompativeis ao solo brasileiro compactuando-o. A agricultura dita convencional vem nos mostrando ineficaz para sanar a fome no mundo , ja que nao faz uso adequado do solo, tirando dele menos alimentos para o consumo humano que o possivel e alem disso, esgota o solo que, em alguns casos, sao irrecuperaveis tamanha degradacao gerada.
Numa area X se produzirmos em metodo dito convencional colheremos por exemplo trinta por cento a mais de milho que numa propriedade de agricultura ecologica. Mas essa ultima tem sua producao diversficada por tanto num saldo total de alimento maior que a primeira. Sem falar nas perdas do solo como biodiversidade e da capacidade de armazenazenamento de agua.
Podemos citar tambem o exodo rural gerado e suas consequencias para fome.
Segue um link sobre uma ideia da produtividade e lucratividade, importante para a fixacao do pequeno agricultor no campo: http://blogvisao.wordpress.com/2007/06/11/lucro-com-a-agrofloresta/

dinsdag 2 oktober 2007

SONHO AMERICANO

23 de setembro de 2005 A VIDA NO IMPÉRIO Kathy Young: Relato de uma família pobre nos Estados Unidos


'' Tenho vários tarefas. Sou tutora de uma criança com necessidades especiais e tenho dois trabalhos de meio período, um num abrigo para gatos e outro no nosso negócio familiar, um escritório de contabilidade. Meu marido trabalha 100 horas por semana no nosso negócio. O último dia de folga que tirou foi há oito anos atrás. Não gozamos férias há mais de uma década. Dirigir um pequeno negócio ? no nosso caso, um escritório de CPA [1] ? significou conhecer de perto a situação financeira de uma ampla variedade de pessoas. Nossos clientes fiscais têm uma grande variedade de atividades e rendimentos, mas a maioria dos nossos clientes empresariais têm seus próprios pequenos negócios, tal como o nosso. Alguns dos nossos clientes estão prosperando, mas a maioria mal consegue manter-se solvente. E muitos, como nós, estão perdendo esta luta. A área onde vivo vem sofrendo uma recessão econômica há já muito tempo; os salários estão estagnados, os preços dispararam e as pessoas estão sofrendo. Perdemos muitos bons clientes, negócios que há muito sobrevivem à bancarrota e tivemos que substitui-los por outros clientes menores. Nós mesmos estamos lutando para permanecer no negócio, tentando desesperadamente aguentar a estrutura de vida de "classe média". Já ouvi diversas vezes gente da direita argumentar que ser pobre nos EUA é melhor do que ser pobre em qualquer outro lugar. Bem, quer saber? Ser pobre ? onde quer que seja ? dói. É uma dor visceral que permeia cada centímetro do corpo, a cada hora do dia. Assim, não estou realmente interessada em ouvir a pobreza nos Estados Unidos ser despachada só porque não vemos pessoas pobres mortas nas ruas. Além disso, mesmo esse dúbio parâmetro de avaliação não é mais "operacional" após o furacão Katrina. Não podemos pagar nossas contas até sermos pagos pelos nossos clientes. E, não surpreendentemente, as pessoas não esperam ansiosamente a chegada das contas dos seus contabilistas junto à caixa do correio. Somos os últimos a serem pagos, porque, ao contrário dos fornecedores, serviços públicos, bancos e governo, não podemos causar dano àqueles que não nos pagam. Eles, na realidade, não estão sendo deliberadamente negligentes. Tal como nós, eles estão à espera de serem pagos por outros. Por sermos trabalhadores autônomos, não nos qualificamos para seguro saúde em grupo. Como tenho uma ligeira "condição preexistente", fui "classificada" pela Blue Cross e a seguir por todas as demais companhias seguradoras. A maior parte virou-me as costas. A única que me aceitou tem a liberdade de cobrar o quanto quiser pelo seguro. E eles querem cobrar-me US$ 1.000,00 por mês. Devo pagar isso ou morrer ? essa é aparentemente a minha escolha. A liberdade, penso, apresenta-se de muitas formas nos Estados Unidos. Assim é a vida quando se é um dos "inesperadamente pobres". Você vai finalmente ao dentista quando até mesmo os analgésicos mais fortes pararam de fazer efeito contra a sua dor de dentes e ali ralham consigo por não ter vindo antes. Você tem vergonha de dizer porque não pôde vir antes. O seu lixo não é recolhido já há cerca de um mês, porque essa é simplesmente uma conta que terá de esperar. Você recusa todos os convites para ir a um café ou um almoço. Aquele é o dinheiro que terá de ir para o gás ou para comprar leite para a família. A ameaça de uma conta inesperada é esmagadora. Se o gato está letárgico, eu choro. Sei que deveria levá-lo ao veterinário, mas não consigo imaginar como iria pagar. Se o carro faz um barulho estranho, o teto tem goteiras (e ele tem mesmo, em muitos, muitos lugares agora), ou o trilho do portão da garagem está torto e precisa ser substituído, você tenta ignorar: você dirige devagar, põe baldes debaixo das goteiras e estaciona o carro fora da garagem. Ignorar coisas custa muita energia emocional, porque os problemas não deixam a sua mente ? eles precisam ser enterrados dia a dia. E então, como mortos-vivos, arranham continuamente para vir à superfície, cada vez mais barulhentos e raivosos ? mais ainda sem soluções. Você tenta pedir ajuda sem parecer desesperada. Você procura mais trabalhos temporários e de meio período, pede a outros para ficarem de olhos abertos para novos clientes e novas oportunidades e fica bastante tempo questionando-se. Você está trabalhando duro. Você está seguindo as regras. Mas continua perdendo. Por quê? Você assiste filmes com refugiados, daqueles que vivem em tamanha pobreza que estão literalmente morrendo de fome, e eles lhe dizem que você está relativamente próspera. E naturalmente está, se considerar esse padrão de medida. Mas será que ter os dentes em ordem deve ser considerado um luxo nos Estados Unidos? Quão baixo deveríamos aceitar que seja fixada a barra de aferição? Vergonha, raiva, depressão, desespero. Esses são companheiros constantes, e afloram constantemente à superfície em momentos inesperados. Talvez quando o telefone é cortado ? de novo. Ou então quando pregam na nossa porta a notificação de corte de fornecimento de água. Ou talvez quando aquele cliente que lhe deve US$ 4.000,00 telefona ? mais uma vez ? dizendo que só no próximo mês poderá efetuar o pagamento ? e você não pode dizer ao seu banco que espere mais um mês pelo pagamento da prestação do seu empréstimo. O desespero vem à superfície quando você não compra os remédios que o seu médico receitou porque necessita mais da eletricidade. Ou quando você desliga a sua secretária eletrônica ao receber amigos em casa, de forma a que eles não ouçam os seus credores deixarem mensagens furiosas. E viver dessa forma dá bastante trabalho, toma muito tempo, e também implica o fardo de um segredo. A vergonha é frequentemente a parte pior. Há milhares de humilhações e temores, ponderando, por exemplo, cada viagem de carro porque você já não se pode permitir outro galão de gasolina. É abastecer o carro com US$ 5 de gasolina de cada vez, e imaginar quanto tempo consegue fazer durar uma caixa de lenços ou um rolo de papel higiênico. Desespero é ter vários diplomas e 20 anos de experiência como CPA e pensar se você deveria ter ido trabalhar para o governo ao invés de tentar ter um negócio próprio. Não sei quanto as coisas irão ficar piores e nem por quanto tempo poderemos aguentar seguir neste caminho. Estamos procurando ativamente uma saída, e temos feito isso já há algum tempo. Porém, como sabe qualquer um que tenha enfrentado essa longa espiral de endividamento, encontrar uma saída não é algo simples. Com a morte da Arthur Anderson [2] e a terceirização de diversos serviços de contabilidade, como o tributário por exemplo, o contabilista já não é um profissional bem pago como costumava ser ? e empregos mais diversificados estão mais difíceis de encontrar. Não sei muito em relação ao "grande quadro" da economia, mas isto eu sei: Se pessoas como nós estão perdendo esse jogo, então há algo errado com as regras, pois nós as cumprimos rigorosamente ? e mesmo assim acordamos todos os dias tensos e amedrontados. E ansiosos por um caminho melhor. Não sei o que isso significa para o nosso negócio e para a nossa família, mas sei que estamos cansados desta versão do sonho americano.

[1] Contabilista público certificado (Certified Public Accountant). [2] Grande empresa de auditoria e contabilidade que foi conivente com as falcatruas da Enron.

Kathy Young é um pseudônimo usado pela autora para proteger a privacidade da sua familia

dinsdag 18 september 2007

Amazonia, uma regiao de poucos

http://www.youtube.com/watch?v=q9esNX7bzHY


Esse vídeo é uma denúncia grave, mas nada nova.O pior foi ouvir algumas coisas como "esses índios são nossos"; "não deixaremos que a imprensa internacional use isto contra nós"; ver o prefeito de camisa pólo, ir lá e defender os interesses da oligarquia. Ver os latifundiários, de carrinho pã-pã-pã, tirarem sarro da justiça e do poder.Impressionante como a oligarquia nunca deixou de ter poder sobre seus currais. Em nenhum momento da história existiu uma política realmente justa que reconhecesse os abusos dessa classe e que, mais ainda, fizesse jús àquilo que preza a maioria: democracia. Deveríamos ter a consciência que esta realidade infame é produto de um povo que não luta por seus direitos, de um povo cheio de comodismos, que se contenta com a política do Pão e Circo que nos é oferecida como "cala-boca". Assistimos, dia-pós-dia, a impunidade e ironia daqueles que se beneficiam do nosso sistema político falho e, o pior, isto acabou por se tornar tão corriqueiro que chega a ser banalizado com frases como "vai dar pizza", ou "eu já sabia". Por 507 anos estivemos sujeitos à doutrinas que pregavam o diferente como algo abominável. O abominável só o deixa de ser depois de muitos anos, quando já estamos acostumados com ele. O negro era um abominável e 'só deixou de o ser' depois de 300 anos. Religiões diferentes do catolicismo 'eram' abomináveis até pouco tempo atrás. (percebam o uso das aspas nas palavras, pois não posso deixar de ser irônico). E hoje em dia? O que podemos dizer do Comunismo? Das idéias ecológicas que denunciam a realidade catastrófica que o nosso estilo de vida está nos encaminhando? Há, por acaso, algo que seja contrário aos que se mantêm no poder que não seja abominável?
Se tudo que é diferente do capitalismo é considerado perigoso, podemos ter uma noção de o porque de idéias como ecovilas e comunidades auto-sustentáveis serão algo de difícil implementação. Digo difícil, não impossível. Pois, em primeiro estágio, quando ouvimos falar de comunidade auto-sustentável, temos a imagem produzida de um monte de barbudos com faixas na cabeça e cabelos longos vivendo em ambientes primitivos sob os preceitos do paz-e-amor. Mas logo que nos aprofundamos, buscamos informações, levamos um baita choque pois é totalmente diferente daquilo que imaginávamos. As técnicas de construção não têm nada de atrasadas, a alimentação é extremamente saudável, e o estilo de vida é bem mais aprazível. Tudo isso porque são idéias fundadas num racionalismo incrível. Ideologias que parecem mostrar aquilo que o homem realmente é, em sua raíz: sem maquiagem, sem conceitos inúteis, sem acúmulo de coisas desnecessárias, sem correria, sem crenças de que o homem é superior à todos os outros seres-vivos só porquê pensa, enfim, é quase o contrário da vida que levamos.Não ví e nem ouvi falar de uma única pessoa que, depois de conhecer essas idéias incríveis da permacultura, tivesse simplesmente virado o rosto e continuado sua vida, alheio à realidade. Mas afirmo que a implementação de uma consciência ecológica é muito difícil porque o dinheiro é extremamente sedutor. Poder comprar coisas novas e interessantes, poder controlar as variáveis (temperatura, tempo, lugar) da vida, poder controlar outras vidas... Isso mexe com o psicológico, faz pensar que somos superiores, que temos poderes infinitos. Aquele que já está seduzido pelo dinheiro, pelo poder, pela ganância, dificilmente largará ou aceitará largar o estilo de vida que leva. E para tanto fará o possível e o impossível para que ninguém possa tirar isso dele: agirá pela política, irá unir-se à outros que também já foram cooptados; usará a opressão, descobrirá brechas no próprio sistema criado por ele para poder subjugar quem não teve oportunidade de comprar outras vidas e nem fazer as próprias leis; matará aquele que não puder ser calado e comprará, novamente, a sua liberdade. Por fim, este homem terá em uma praça um busto com seu nome e sua imágem, com inscrições que exaltam tudo aquilo que ele não foi.
eh dicotiledôneas

Rafael Mantega
*as ideias de outros autores nao refletem necessariamente as ideias do postmaster deste blog

zaterdag 15 september 2007

Consideracao sobre religiao 2


A religiao, como muitos autores nos dizem , e concordo muito com eles, nos cega na nossa busca por esse tipo de conhecimento tendo em vista em impoem de certa forma, um sistema de crenca, como diria Terrence McKenna, molde de barreiras no cerebro, como diria eu mesmo.
''(sobre religiao)... digamos que es un teatro, la religion se basa en una comunion formal, no sustancial,con un sacramento placebo, y es -tal y como lo domino- una defensa contra la experiencia religiosa divina; la religion estabelecida es una espiritualidade materialista, o materialismo espiritual.'' - Jonathan Ott, quimico, em entrevista publicada no livro Psiconautas-exploradores de conciencia.
''...toda essa carga tribal, cultural, patriotica, religiosa, etcetera, que nos ata, nos sujeita, nos aprisiona, nos llena de miedos y nos lleva al suicidio existencial.''-Higinio Gonzales, no mesmo livro
nao se apegue a valores de religioes , pessoas nao podem perceberem o que se passa ao redor pelos olhos de alguma instituicao senao pela propria experiencia ao contato direto.
eh nozes

vrijdag 14 september 2007

Considaracoes sobre Religiao


Caros amigos, toda essa discussao sobre o eu e tal, me fez refletir um pouco sobre o que acredito. e a melhor maneira de esquematizar todos esses pensamentos, foi escrevendo um breve texto. acredito que compartilho de ideias parecidas com voces em alguns pontos, por isso trago o texto até voces, tentando tambem incentivar vces a pensarem e se quiser escreverem sobre suas consideracoes tambem!


hoje, conhecendo as religioes que conheco (doutrina) posso ver em cada uma coisas boas e coisas ruins. e procuro buscar nelas, o que acredito que seja realmente bom pra mim. quando eu digo coisas boas e ruins, estou falando em relacao à minha pessoa, o que penso e tal, afinal de contas acho que religiao é uma coisa bem pessoal, entao se a gente nao consegue assimilar uma coisa de uma religiao, a gente simplesmente nao pode acreditar nela!

as crencas em entidades metafisicas, assim como algum tipo de repressao à sexualidade, sao comuns à todos os grupos sociais! entao, pra comecar ja nao me sinto um louco por acreditar em coisas que meus olhos nao podem ver! o espiritismo cardecista foi a primeira religiao com que tive contato. meus pais sao espiritas, meus avós parternos, meus avós maternos (mesmo sem saberem, pois foram educados por católicos), ou seja, minha familia em geral, que até tem muitos membros com alto grau de mediunidade. assim, desde crianca frequentei o centro espirita, fazia minhas oracoes dirietinho, estudava o espiritismo, pensava! o espiritismo, ou seja, era um menino religioso sim! entao toda essa construcao de uma religiao foi muito forte em mim. eu simplesmente achava que era aquilo e pronto!

mais tarde comecei a ter contato com outros tipos de pensamentos que tambem vizavam explicar a existencia humana, tanto no sentindo fisiológico, como filosófico, e tambem na consequencia da influencia das religioes na vida dos seres humanos como individuos e como inseridos em meios sociais. olha, de inicio foi uma grande decepcao. percebi que a religiao ajudava alguns homens a oprimir outros, que sao realmente enganados! com a ideia de que "esse mundo nao é o mundo de deus, os que sofrem hoje podem ficar tranquilos, pois moraram no céu..." "devemos pagar e blba bla" acho que vc percebeu que essas ideias foram propagadas pelo grande Jesus de Nazaré! eu nao sei bem quem foi esse cara e se ele realmente existiu. as unicas fontes historicas de sua vida sao os livros sagrados da religiao católico-romana, que nem preciso dizer que funcionava meio que como um "ministério da ideologia" do imperio romano e que, com sua queda, tornou-se uma instituicao independente, forte e rica! uma maquina ideológica com fins lucrativos proprios e sem medo de oprimir e enganar pobres e ricos. mais tarde, a acensao de uma nova classe social que vinha como antitese das relacoes socias do feudalismo (mensao ao materialismo histórico de marx), a burguesia, tambem oprimida pela igreja, fez nascer a necessidade de uma nova religiao. os descontentamentos de grupos religiosos na alemanha em relacao ao comportamento dos grandes membros da igreja e algumas regras que ela impunha, fez com que um jovem monge, baseado nas ideias de uns caras ae que esqueci, pregace na porta da igreja católica nao sei quantas teses contra a igreja. se vc ja estudou isso e se lembra, sabe que estou falando de martinho lutero! o luteranismo, que mais tarde ganhou outros nomes e pequenas mudancas ideologicas no continente europeu, caiu como uma luva à necessidade burgeuesa de um base ideologica. por isso que um cara famoso ae que escqueci escreveu um livro chamado "a ética protestante é a essencia do capitalismo" ai ja da pra ter uma ideia do que foi o protestantismo pra essa nova classe social em acencao. e ai que mora...
essa classe quando acende, derruba, logicamente, tudo o que esta contra ela. a igreja católica perdeu muitas terras e fieis. meu deus, que confusao! mas ta. ai a igreja católica vai precisar de terras e fieis! é ai que nós entramos! (eu digo nós, mas nao sei se vcs se enxergam dessa maneira, mas vou falar melhor sobre isso depois) financiará entao a ida de homens ao mar! olha que romantico! e numa dessas, um 22 chamado cristovao colombo "descobre a américa" (terei que usar aqui alguns termos anacronicos, a senhora professora de antropoliga que me perdoe viu) hmmm isso esta me cheirando genocideo e aculturacao de todos os povos nativos!!! eeee! era tudo que a igreja queria!

bem, se eu for fazer uma debate de toda história até meu nascimento acho que esse email vai ficar um pouco gigante! hehe, entao vamos voltar pro EU! acho que depois dessa até vcs estao meio de mal com a religiao né! pois bem, imagina eu que vivo de estudar isso e o pior, as consequencias disso!
mas tudo bem, mais tarde (depois do periodo que tive contato com aqueles pensamentos sobre o homem) comecei a me sentir uma pessoa fria e de certo modo vazia. não acreditava que pudsse haver algo maior que pudsse olhar por mim (ainda nao sei se pode) nao acreditava em um compromisso meu para comigo mesmo de paz espiritual, ou seja, nao tinha fé! a minha relacao com o mundo era simplesmente materialista. passei entao a ter concepcoes mais radicais sobre como seriam realmente justas as relacaoes entre os homens (algumas religioes tentam explicar isso, como o espiritsmo) e a vida humana na Terra, exaltando o hedonismo! =P

eu, Daniel, apesar de ter no sangue muitas origens européias (portuguesa, espanhola e italiana) acabo me enxergando, me sentindo, (ai explicando aquele negocio la de cima) sentindo minhas raizes mesmo, na parte sanguinea mais fraca, a indigena (minha bisavó era india, e foi pega no laco pra se casar com meu bisavo! pode parecer engracado, mas nao é tanto assim). sinto que realmente esta encravado em mim esse sentimento de ter acendentes indigenas. eu vejo hoje tanta gente encher a boca pra falar que o avô era italiano, ou entao judeu, ou entao do oriente e tal. percebo que essas pessoas se sentem na verdade como italianos, judeus, arabes, que por conta de circustancias do destino dos bisavos, avos e pais, acabaram vindo parar aqui no brasil. eu sinto que por circustancias do destino, meus antepassados, meu povo, minha gente, minha FAMILIA (é realemente esse mesmo o sentimento que tenho) foram cruelmente assassinados e aculturados por esses outros povos.

isso tem grande influencia na minha concepcao de religiao! além de outras religioes que mais tarde passei a ter contato e conhecer, mesmo que superficialmente sua doutrina. falo do rastafarianismo e do hinduismo. e até mesmo de outras religioes nativas da américa.
todo esse texto que escrevi ai em cima, tem como consequencia o que eu acredito hoje!
as explicacoes que o espiritismo cardecista da para a vida fora na Terra, não posso negar que sao muito bem fundamentadas. apesar de logicamente, ter dogmas e postulados, é realmente um sistema bem esquematizado em si. contudo, nao aceito algumas imposicoes do espiritismo, como a vida cármica, em que todos tem seus carmas pra pagar das vidas passadas, os pobres sao pobres pq estao pagando pelas suas vidas anteriores. ainda na pré adolescencia comecei a indagar se isso era mesmo justica, como falam os ilustres espiritos e espiritas. ainda sim, bebo na agua do espiritismo quando tento fundar meus conceitos de crencas metafisicas. acredito mesmo que o amor que sinto por minha familia, meus amigos, nao seja resultado simplesmente dessa minha vidinha. sabia que segundo o espiritismo, eu e voces possamos ter sido irmaos, pais e filhos, ou entao grandes amigos mesmo em outras vidas? isso de certa forma explica a forte ligacao que tenho com vcs e com outras pessoas e me tras um sentimento muito de bom de que o amor está a cima da relacao sanguinea de parentesco que tenho na minha familia, ou da relacao de convivencia que tenho com meus amigos mais proximos e antigos.
além disso, as palavras de amor ao proximo sem distincao, de amor a natureza (depois falo mais dela) que o rastafarianismo tras, tem uma adesao muito grande da minha parte! as vezes leios algumas palavras rastas e sinto emocoes muito fortes... mais que antes...

e a natureza? ah! a natureza! o que seria de nossas vidas se nao fosse a luz, o calor e a energia do nosso grande rei sol? nada! o sol é a fonte da vida do nosso planeta! o que seria de nós se nao tivessemos a agua? resultado de algumas coisas la da terra, que alimentam nosso corpo e nosso espirito, que nasce no alto da montanha e desce até nós pelos rios e formam os mares, ricos em sais que fazem bem ao nosso corpo e ao nosso espirito! o grande poder das plantas de curarem nossos males fisicos, biologicos e psicológicos, dos frutos saborosos que matam nossa fome... Tudo! tudo que é natural, tudo que é consequencia desses fatores quimicos-fisico-biológicos, que o homem nao pode criar, tudo isso pra mim é simplesmente DIVINO! por isso ultimamente, penso que viver de forma permanente com a natureza é simplesmente um dever meu! o equilibrio, a nao interferencia ruim, a nao quebra desse sistema natural maravilhoso é simplesmente a minha obrigacao pára com o grande deus Tupã! era assim que meus antepassados viam a maior forca, advinda dos fenomenos naturais! acho isso muito foda e querendo ou nao isso está em mim! e por isso tambem, todas essas pessoas que vivem no mundo sem saber o que fazem (sim até os que nem sabem) e pior, os que sabem, mas nao ligam pra importancia de sujar, poluir, destruir, prefirir construir prédios, a plantar arvores, prefirir colocar industrias voltadas pro capital externo! a limpar um rio e tudo isso que vc sabe como esta hoje, eu considero PECADORES! ehauie pode parecer engracado, mas na minha crenca, eles vao sofrer muito depois que desencarnarem! como a vida me foi dada pela natureza, devo no minimo agradecer de forma respeitavel!

bom, é isso ae!
valeu!


Texto de Daniel Cardoso
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zondag 9 september 2007

No busao

iae
Entao ces naum sabem o que rolou: tava vindo de Marselha pra Catalunha e o busao foi parado na fronteira da Franca com a Espanha, na aduana. Me sobem dois policias e comecam a checar o visto da galera. Podem imaginar minha frequiencia cardiaca. Eu estava sentado com edith no fundo do busao. Como sabem estoy clandestino. Quando o cara me pediu eu ja me imaginei na prisao por duas semanas lendo livros a espera de ser deportado. Para minha surpresa o cara olhou pro meu passaporte e depois me devolveu sem dizer nada, terminou de pedir o visto de outras pessoas e desceu junto com o outro porco. E ai o busao comecou a andar. Nessa hora senti uma vontade quase incontrolavel de gritar, na verdade, gritava em berros mudos por dentro. Como alegria de brasileiro dura pouco, para o meu descontentamento, um sentimento , como diria joao bosco, de falsa euforia como um gol anulado tomou conta de mim quando o onibus para e um outro porco me sobe no busao e comeca a repetir o processo de vistoria de identidades. Ai eu realmente pensei: agora nao tem jeito. Meu coracao nessa hora ja nao tinha mais frequencia cardiaca, era certo que eu ia rodar. Esse porco tinha a cara de ser mais especializado e de maneira alguma iria falhar como os outros. Se aproxima de nosso assentos e pede os passaportes de dois venezuelanos sentados ao nosso lado e confere pagina por pagina repetindo o processo ``cara-cracha`` ``cara-cracha``. Depois pega a identidade (na shangin area europeus nao precisam de passaporte) de Edith e quase nem olha. Se vira pra mim e pede meu passaporte verde sem valor. Acho que da pra imaginar minha cara palida nessa tentando disfarcar o nervosismo. Acho que colou e quase sem olhar o cara me devolve e passa para os bancos de tras. Nessa hora senti aquela luizinha do ceu com direito a musiquinha com anjinhos tocando arpas e tudo mais. Depois o onibus partiu realmente e eu acho que eu era i cara mais entusiasmado no onibus ate chegar em Barcelona. Bom esse foi meu melhor presente de aniversario com certeza.

Unificacao da lingua portuguesa

Nao gostaria de ser chamado de paranoico mas so pra pensar de novo: unificacao do portugues. Isso interessa a quem?? Como se pode tentar modificar linguas que tiveram tao distintas influencias?? Vejamos o caso do Brasil por exemplo: O portugues aqui falado teve influencia de fatores historicos e georaficos bem como os outros paises de mesma lingua. Invasoes francesas holandesas e outras, povos nativos , negros da africa, proximidades de paises de lingua espanhola , francesa e holandesa, imigrantes das mais variadas nacionalidaes intensificadas ao longo dos dois utimos seculos , influencia da globalizacao com intensidades diferentes ,dependendo da regiao e industrializacao entre inumeros outros fatores. Agora faca uma analise parecida com os outros paiss de mesma lingua. Viu?? Eh erroneo pensar em uma unificacao somente pra conseguir ler o portugues de outro paises como academicos desavisados gostariam. A lingua eh uma coisa viva , e como tal esta sujeita a regras que em muito se parecem com a evolucao por distanciamento geografico estudada na biologia . Ou vcs ainda acham que esse mvimento de unificacao linguistica eh para que so facilite que um angolano va a Portugal achar um trabalho e tenha menos problemas com o idioma. Prefiro crer que eh para materiais impressos e outros possam ser vendidos em todos os paises de lingua portuguesa sem maiores problemas.
Homgeinizcao eh a palavra_chave (ou palavra chave foda se ) para se entender o processo de globalizacao e a logica do lucro.Eh por isso que tenta se enfiar goela abaixo a lingua inglesa. Eh por iso que projeto como o biodisel vao por agua abaixo : os oleos para faze lo podem ser obtidos de mais de dezenas de plantas brasileirar porem sao elegidas umas quatro para producao e dai nascem as monoculturas que destroem o projeto . Elege se poucas plantas para producao de larga escala pois assim torna-se possivel a maquinizacao do processo e o emprego de menos mao-de-obra possivel, contribuindo, assim como todo agronegocio, para o exodo rural. Nao caia nessa!!!

dinsdag 31 juli 2007

Nova Logica

Texto iniciado domingo, dia 29 de julho. Manha chuvosa em Namur, parte francesa da Belgica, e dia livre de trabalho.
O capitalismo nao pode ser entendido como somente um modelo economico pois isso seria reduzi-lo a somente uma parte do seu real significado e extensao. O modelo capitalista é muito maior que isso: é modelo de vida logo se confunde com o olhar que temos sobre ela. Influencia muito mais do que qual roupa iremos vestir, de que devemos nos alimentar, trabalho e etc. Determina o inconsciente logo a logica pela qual entendemos a vida. A sistematica desse estilo de vida determina os padroes de normalidade incutidos no fundo da mente e a ordem sempre é a reducao e organizacao para o entendimento dos fatos. Quanta arrogancia!! E' como se a vida pudesse ser dividida em partes infimas para depois podermos remonta-las e chegar ao entendimento. Para isso a mente so consegue atingir a copreensao atraves de palavras, numeros e outros meros simbolos. Assim a mente perde a volatilidade de transitar entre os diversos conhecimentos adquiridos. Ja na escola aprendemos a separar os assuntos em materias, num formato que parecem nao haver conectividade alguma entre elase culina numa populacao que nao sabe relacionar de forma alguma a situacao de miseria nos paises perifericos e a fartura nos paises centrais da globalizacao. Dentro dessa logica aonde o normal é a acumulacao podemos entender o porqu^e de iniciativas como certificados de alimentos organicos, fair trades, ong 's e ideologias partidarias perdem seu real significado no decorrer do tempo e nao atingem seu objetivos iniciais.
O problema é muito maior e complexo: é mudar toda uma logica pela qual atingimos deducoes e que diretamente afetam o agir. Motivacoes, estimulos, conhecimento e percepcao sao prontamente transformados em mercadorias, portanto, comercializaveis. Qaundo se esta distante da logica da vida, entenda totalidade, em detrimento de uma aproximacao maior com a logica da acumulacao isso é perfeitamente considerado, deduzido, normal. A ciencia e sua metodologia que aprova e classifica é tida como inquestionavel mas a verdade é que ja nao atende mais aos anseios naturais do homem pela vivencia. O ser humano quer ver com os proprios olhos, fazer com as proprias maos e interpretar atraves do viver nao por codificacoes literarias e matematicas que passam a constituir um outro universo sem as relacoes necessarias para a especie.. O cidadao conteporaneo quanto mais inserido no contexto globalizado mais recebe as coisas prontas trocando invariavelmente a palavra vivencia por ciencia. O que se ve é uma crise existencial generalizada e a falta dos sentimentos de indentidade e pertencimento é uma constante. É o maximo do que se pode se entender por alienacao.
Alogica pode ser entendida como a configuracao na nossa mente que projeta uma imagem ao exterior atraves de acoes. E a forma de pensar dominante, a logica vigente, é o entendimento do universo (entenda-se cosmos, Brahman, Tao , ou sei la) como um relogio; é a visao mecanicista que se alastrou feito molestia desde que Rene Descarte a formulou ha seculos atras. Essa visao cartesiana se fundiu facilmente com alogica ja instaurada do Antropocentrismo, que entende que toda forma de vida e recursos existem para o bel prazer do Homo sapiens. Passa a nao se sentir mais como elemento pertecente ao emaranhado da vida, muito mais complexo do que podemos supor ou muito menos traduzi-los em palavras. Sob a otica cartesiana o ser humano vive na busca incessante para ser algo no emaranhado da vida que por essa visao é entendido como um mero tabuleiro de xadrez. Esquece a visao holistica e por isso esquece de simplesmente ser. Ignora que pelo simples fato de EXISTIR, ele ja é o objetivo.
Na busca por algo o individuo se ve em meio a tantos outros individuos na competicao gerada por essa logica. Aqui o conhecimento nao se compartimha e sim, é patenteado, privado. Essa luta tel implicacoes diretas na nocao das relacoes entre passado-presente-futuro. Ofoco é sempre em cima do novo, uma vez que na Era da Informacao a producao de ''conhecimento'' é fonte de poder. Isso explica as constantes tensoes de geracoes nasculturas ocidentais e orientais globalizadas. Os filhos estao mais atualizados, portanto, detentores de mais conhecimento, que muitas vezes é confundido com sabedoria , adquirida somente com a vivecia. Daqui resulta o desprezo pelo velho e conequentemente pelo passado. Por outro lado falta respeito por parte dos pais para com as geracoes vindouras . Esquece-se de viver o presente sempre almejando o futuro . Quando este chega ja nao mais o é , pois agora se transforma em presente e a sede pelo novo, o futuro, noa permite o desfrutamento do hoje. Portanto o cidadao despreza o passado, nao vive o presente e muito menos o futuro.
Com a logica adequada ao sistema perde-se a necessidada de um capitalismo ficticio o qual é direcionado por executivos engravatados sentados a mesa de uma grande corporacao. Ele anda pelas proprias pernas, é autonomo. E esse bicho se alimenta da logica reducionista que projetam as acoes da populacao no sentido do que a gente entende por modelo habitacional (cidades), relacoes pessoais, economia e a relacao que se estabele entre ser humano e elementos nao humanos. O que fica evidente: a verdadeira mudanca nao passa por discussoes dos ambitos politico ou economicos. Somente isso é insuficiente como a historia vem nos mostrando. Se mudancas no interior da mente nao ocorrerem a ponto de mudarem a otica de enxergar o mundo iremos permaner nos degladiando por mudanca dentro das regras do mesmo jogo. Nao! A busca é por um novo jogo, novas regras. Transcenda o seu tempo!
Guido B Zanello

donderdag 12 juli 2007

Para pensar:

''O caro leitor me responda: o que eh uma cidade alem de reproducao fisica do modelo economico e politico da sociedade?''
De uma Caros Amigos das antigas....

ECOTOPIA POSSIVEL

Eu estava aqui lendo um livro chamado Eurotopia e me lembrei dos tapas que eu ja tomei... e resolvi escrever esse texto: tomei um tapa que todo mundo tem a disponibilidade de ajudar, as pessoas aqui ja nao dao tanto valor assim pro dinheiro, pois dinheiro aqui ja deixou de ser preocupacao a tempos para europeus dos paises da uniao europeia e alguns que por conveniencia nao entraram no grupo.Parecem que comecam agora a olhar para o mundo e falar : 'alguma coisa ta errada !'... mas ainda assim em minhas conversas pude perceber que sabem mas nao internalizam que modo de vida que levam se deve em parte(maior parte como todos sabemos) da escassez nos paises serventes, em palavras mais pomposas, em desenvolvimento,quando chegam a isso ser. Nao conseguem relacionar que a disponibilidade em sua mesa de frutas do mundo inteiro em tamanho standart, tipo exportacao, se deve a escassez na mesa de pequenos agricultores nos paises perifericos que nao conseguem atingir os padroes para exportacao e sao fagocitados por grandes proprietarios .Sempre vem em meu pensamento algumas aulas de historia quando se dizia que nos, latino-americanos, sentimos reflexos tardios do que acontece na Europa e paises centrais na corrida capitalista : parece que a populacao brasileira tem que atingir o status de consumo e bem-estar do europeu pra olhar pro lado e ver a miseria que gerou. E agora como se o chao desaparecesse vai exclamar : 'alguma coisa ta errada !'
Apesar de conversar com voces a respeito de aspectos sociologicos e ambientais nos quais estamos inseridos, e na grande maioria das vezes entrarmos em comum acordo que alguma coisa ta errada, no final da conversa, cada um se levanta vai para sua casa e continua reproduzir aquilo tudo que fora discutido.... todo mundo sabe o que ta errado mas ninguem tem a disposicao de parar o que ta fazendo mesmo apesar de saber que esse caminho nos levara a fazer o mesmo que nossos pais fazem e provavelmente teus filhos irao fazer. Medo de mudar ? Talvez... tentar uma coisa que nao e tao comum e que usualmente tem a conotacao negativa de 'coisa de doidao', nao e tao simples assim...soa estranho...voce tem que estar a preparado para ouvir muitos naos e muita chacota. Mas essa e uma questao que devemos nos debrucar e pensar logo, pois inegavelmente, como todos sabem, a babilonia ta caindo. O gigante ta cambaleando e eu nao quero ta embaixo quando cair.
Para mim uma alternativa bastante viavel seriam as ecovilas sustentaveis com autonomia de decisoes. O que e bastante plausivel do ponto de vista antropologico, pois essa forma de organizacao social e lugar comum na histora humana, porem nao com o nome de ecovilas. Se procurarmos na internet conseguimos achar inumeras comunidades vivendo (eu disse vivendo, nao sobrevivendo) com o minimo impacto possivel ou impacto positivo. So no livro Eurotopia, encontrei centenas e muitas dessas ecovilas com mais de seiscentos integrantes . Se alimentando do melhor alimento, nao de produtos com coisas do tipo 'corante caramelo tipo IV ou aglutinantes S-VI. Vivendo dignamente com horas e mais horas de convivencia, ja perdida a tempos nas relacoes urbanas.
Pois bem... meu convite ta feito. Se manifeste quem tiver incomodado com a situacao e pra quem tiver acomodado... melhor nem responder !Eh nozes ! abracos a todos

woensdag 11 juli 2007

O Medo

O MEDO
Ja parou pra pensar qual eh a real motivacao que impulsiona a todos a acordar todos dias de manha pra fazer coisas que nao gostam como entrar num escritorio para encontrar gente tambem fazendo o que nao gosta ? Ou ainda, ja parou pra refletir o porquê de ir pra universidade para encontrar profissionais trabalhando insatisfeitos e estudantes em clima de competicao para depois de ter o carimbo na testa de ‘robotizado’ entrar no escritorio citado a pouco ?
Cidadaos do mundo inteiro inseridos na cultura da globalizacao, por estarem afastados de suas raizes, temem o que pode acontecer se tentarem diferente do sistema imposto. E uso ‘’raizes’’ no seu sentido mais bio-antropologico, como no exemplo do reconhecimento da sua propria comida. O bicho-homem-globalizado nao sabe reconhecer a planta que lhe fornece o alimento. Come demasiadamente carne, alimento que nao eh condizente com a fisiologia adquirida por milhares de anos de evolucao podendo se citar espectro de luz visivel,tamanho do comprimento intestinal e denticao. . Nao conseguem imaginar outra alternativa pois tem medo de ficarem sem todo o conforto e ‘seguranca’ adquiridos assegurados por um contra-cheque no fim do mes. Ainda temem a falta do que comer, mesmo que seja comida provinda de supermecados, e que ,portanto, nao sabem sua origem muito menos o que os rotulos, codificados em substancias desconhecidas pela maior parte da populacao, significam; O sistema se baseia no medo da populacao, se baseia na ignorancia.
O cidadao comum pensa que eh infeliz porque precisa de mais dinheiro. Veja bem, MAIS dinhero. Nunca esta satisfeito mesmo que tenha as necessidades basicas ditadas pelo sistema sejam atendidas que se constitui em comida racionada para grande parte e direito a televisao dita livre nos momentos de ‘lazer’. Esse fato comprova que o homem nao sabe nem identificar a suas proprias necessidades. Eh confuso e desajeitado. Nao identifica necessidade realmente basica no seu existir. Nao identifica falta de relacoes pessoais como causa de sua infelicidade. Nao se lembra de reconhecimento pelo outro, entendimento, crescimento mutuo, cooperacao e trabalho coletivo . Se apega as jargaos do tipo ‘sou urbanoide, meu habitat eh a cidade’, como uma tentativa de enganar o instinto que lhe eh natural. Mas tentar enganar tendencias naturais eh muito caro e estamos pagando por isso.
O resultado de toda essa equacao eh a insastifacao generalizada tanto pelos que têm e pelos que nao têm. Ate quando as pessoas irao se submeter a viver sob o medo e a ignorancia e contribuir para escravidao de mais e mais geracoes para a manuntencao dessa maquina ? Pense, sinta, mude, grite, xingue, refute, recuse, dance na chuva … faca alguma coisa !!!

Guido B Zanello