dinsdag 24 augustus 2010

A ciência, há muito, se limitou ao estudo desprovido do saber filosófico, consequentemente anda distante da concatenação da vasta rede de elementos que constituem a realidade.
A inutilização de tanto produto acadêmico-científico se dá primordialmente á falta de observação cognitiva e noção de simultaneidade. Sem um embasamento filosófico , possível somente mediante um desenvolvimento de raciocímio amplo e cognitivo, limita-se as propostas de pesquisas acadêmicas á causas com extrema estreiteza de relação causa e efeito. Assim gera em ampla escala a inaplicabilidade ou uma utilização muito restrita desse saber, comparável ao esquema chave-fechadura, utilizado para ilustrar a especificidade da atividade enzimática. Isso dá a um volume enorme de produção acadêmica o destino inútil das prateleiras do academicismo.
Me refiro nesse texto, atenção, a um caminhar acadêmico generalizado que logicamente tem inúmeras produções que constituem verdadeiras e raras exeções á crítica que faço...
Uma gama de pesquisa voltada exclusivamente a especifidade poderá se relacionar somente com interesses privados especificados. E o que o observamos na atualidade é justamente uma produção de pesquisa exclusiva e patenteada portanto omitida da humanidade, ou pelo menos a grande parte dela. Uma ciência tocada nesse compasso perde função de sistema de conhecimento com potencial real transformador. A velocidade das descoberta fica limitada á velocidade de disputas comerciais e do modismo, que justifica e explica a pobreza do valor de tais pesquisas.
Sofre o aluno os efeitos que se fazem perceber na notória falta de pertencimento ao coletivo, ao todo. O sistema de ensino que trata igualmente seres humanos com vivências desiguais não pode ufanar a meritocracia como metodologia inquestionável. Essa crença está gerando uma grande massa de SERES HUMANOS em clima de competição e simultaneamente um conformismo nesse sistema de crença. São esse SERES HUMANOS, mal formados que irão ditar o pensamento de toda uma geração e forte influência nas sub-sequentes..
O mais patológico nessa situação é a deposição de fé por parte da sociedade na infalibilidade dos centros acamêmicos: "...isso nem se discute, já foi provado cientificamente..." Lá se sabe quantas vezes verdade científicas , tidas irrefutáveis á epoca, foram derrubadas algum tempo depois. Vale lembrar que há cento e cinquenta anos atrás essa mesma ciência cética, com uma visão de mundo limitada á cegueira de sua metodologia , discutia a abiogênese enquanto o campesino desde meilhares de anos antes que se não houvesse tantos animais macho e fêmea no seu rebanho não ocorreria prole.Da década de 90 pra cá houve muito trabalhos científicos publicados sobre sistemas agroflorestais* questionando funcionalidade e produtividade. Lembrando que a maioria dos experimentos são feitos ex-situ ás comunidades que dominam a técnica.
Por um mundo melhor que esse , que cresça ainda mais o repúdio por esse sistema de de ensino miserável de ética e á parte da realidade vivida pelos demais atores da sociedade! Que o conhecimento seja livre; e não feudal! Que o conhecimento se dê primeiramente na prática para então gerar um volume teórico; e não o oposto. Que desconfiemos de qualquer e todo sistema de crença que nos distancia do viés "vivência" nos limitando ao "teórico". Isso é doentio.
Doguiet al (eheheheheh)
*Sistema de cultivo tradicional praticado há milhares de anos por diversas populações nativas dos trópicos do planeta.