
Ja estava ha um tempo pensando em escrever algo sobre o assunto mas as ideias ainda ao estavam concatenadas a pontos de serem esbocadas em palavras.O se segue é apenas uma tentativa.
Com a Revolucao de Gutemberg, que fez com que a impressao passasse a ser feita em proporcoes jamais vistas ate entao e aumentasse significante a extensao do material impresso, uma vez que tornava o processo mais barato, acreditava se numa gama de impactos vindouros decorrentes que, infelizmente ,o futuro ja desmentiu. Nao, a populacao nao goza dos direitos ao acesso a livros, pelo menos de qualidade. Livro de qualidade , num contexto como nosso, deve ser entendido como ‘atualizado’. Esse ainda nao caiu no dominio publico (direitos autorais) e somado a ganancia dos oligopolios da impressao .chega as maos da populacao a precos incompativeis com a realidade social. Quer uma amostra ? Bibliotecas publicas federais é um bom comeco pra ver que livros atualizados nao sao tao disponiveis. Tanto é, que o processo de quebra de patentes se faz necessario e ocorre, de forma franca e aberta, a pratica da xerox em ambiente universitario sem que sejam contabilizados direitos autorais. Como é senhores governantes ? Aonde esta a etica ? A socializacao de informacao deve ser de forma aberta, nao ficar assinando tratados internacionais ratificando o direito a patente e direitos autorais e por ‘debaixo dos panos’ fazer o contrario em instituicoes de ambito federal. Tem de escancarar de uma vez por todas : aqui o acesso a informacao é aberto ou nao ? Outro problema é a falta de material impresso na lingua portuguesa para estudantes de alguns cursos superiores, mas foge um pouco do assunto que vou tentar tratar.
Mais tarde veio o radio, promessa de que tambem seria uma ‘revolucao’ de colossais proporcoes. A historia negou tambem. Logo depois vem a televisao com a promessa de fazer melhor , de fato se sai melhor que o radio, mas a extensao a populacao continua na promessa. Essas revolucoes tecnologicas nunca atingem suas esperancas depositadas passando sempre a ter justificativa pratica de atender interesses particulares. Tecnologias criadas num contexto aonde a propriedade privada é a legitimacao maxima dos direitos , portanto, a criacao vem sempre ligada a uma patente particular. A Internet foi o tiro que saiu pela culatra. Criada para fins militares, a ARPANET(precursora do que conhecemos por Inertet hoje) saiu dos parametros de controle (total) e hoje tem proporcoes de possibilidades ainda inatingiveis pelo nosso entendimento. O agente PASSIVO, que sentava ao lado do radinho a pilha ou sentado em frente da televisao, sendo bombardeado por imagens selecionadas por periodistas sem compromisso algum com o coletivismo , passa a ser o agente ATIVO, que escolhe o que quer ver .
Gosto de deparar a historia que temos conhecimento com a pergunta : sera que a Internet é a revolucao ? Depende das nossas habilidade em ‘caminhar’ nessa outra dimensao , o que faremos com ela e do conceito escolhido para ‘revolucao’. Alguns autores chamam a Internet de outro nivel de conciencia. Esse pode ser o instrumento que transforma alguns pontos fracassados de revolucoes tecnologicas passadas em possiblidade real da socializacao do conhecimento e comunicacao. Podemos encontrar na Internet a ferramenta necessaria para alguns pontos dos imaginarios socialistas e libertarios anarquistas mais utopicos. Esta visivel pra quem quiser ver a socializacao ocorrendo no campo das letras e musica. Fico feliz quando encontro os chamados movimentos Copyleft, com destaque para o movimento Coletivo Sabotagem (http://sabotagem.revolt.org/) no Brasil, que sofreu processos e teve o site suspenso mas sempre dao o jeito de voltar a ativa. Alem de que ja nao tem mais cura: é virtualmente impossivel ‘apreender’ os documentos divulgados por motivos obvios. É possivel verificarmos a aderencia de alguns artistas a essa tendencia de compartilhacao como o cantor Bnegao (http://www.bnegao.com.br/), que disponibilizou por completo seu disco ‘Enxugando Gelo’ para download. O que eles fizeram ja esta na rede e no computador de milhares de internautas. Nao tem mais volta. Esses e outros individuos compostos somentes de conciencia espalhados por essa dimensao tornam disponiveis materiais preciosissimos que nunca chegariam ao nosso conhecimento seja pelo distanciamento fisico propriamente dito ou por custos. Viajando nesse nivel diferenciado de concienca o cibernauta entra em contato com pessoas que deixam de ser pessoas de carne e osso e passam a pertencer a essa outra dimensao onde o que conta é a sua conciencia. Ninguem tem cor, sexo, cheiro, tamanho. Por isso afirmo que é uma comunicacao de concientes ,ainda que seja verdadeira a afirmacao de que é limitado por palavras e imagens, o que desacelera a fluidez de pensamentos Por essa volatilidade adquirida por individuos ou coletivos justifica se a afirmacao de que a rede é uma verdadeira revolucao pois nao transforma somente os meios de reproducao de conhecimento mas principalmente, pela primeira vez, modifica a condicao de existencia do proprio ser humano bem como suas relacoes.
A liberdade de expressao encontra na rede a fidelidade de direito aos seus preceitos fundamentais. Movimentos sociais fazem seus enlaces, comunicados e denuncias via Internet. Isso os movimentos de carater socio-ambiental estao fazendo muito bem mas ainda tem muito a crescer. Movimentos revolucionarios guerrilheiros de toda a America e mundo fazem suas pronunciacoes e reivindicacoes : as Forcas Revolucionarias da Colombia(http://www.farcep.org/), o Exercito Zapatista de Libertacao Nacional (http://www.ezln.org.mx/) e outras tantas espalhadas pelo globo. Quando seria possivel uma pronunciacao segura para os lideres dessas orgnizacoes reclamassem e falassem abertamente o que querem sem distorcoes midiaticas ? Ou quando seria diretamente acessivel as ideias de grupos considerados ‘ilegais’ pelos ianques ? Esse meio torna isso possivel. Tocando no assunto nao podemos esquecer do Centro de Midia Independente (http://www.midiaindependente.org/) presentes nas mais diversas nacionalidades e linguas, aonde qualquer um pode ser um reporter, fazer denuncias e expor opiniao. Nao podemos nos esquecer que apesar da aparente falta de controle, essa liberdade propiciada por esse mundo virtual ainda é controlada (ou tentam controlar) por empresas norte-americanas por mecanismos para mim ainda obscuros (se alguem souber me escreva, por favor), o que provocou ha um tempo atras reclamacoes na ONU por parte do chamado G5. Uns amigos que serviram de voluntarios em ONG’s no Iraque , que denunciavam crimes cometidos pelas tropas assasinas da alianca anglo-norte americana principalmente, me reportaram que os emails demoravam cerca de dois dias para entrarem ou serem enviados das caixas postais dos correios eletronicos, o que levanta uma hipotese de um suposto controle ou violacao antes de serem enviados ao seus destinarios.
O ponto que toca a questao de substancias alteradoras de conciencia é igualmente transformador: pela primeira vez usuarios de tais podem compartilhar visoes e experiencia sobre o assunto sem a manipulacao direta de contaminantes de informacao como os dogmas estabelecidos pela meios informantes da sociedade. Esse poderoso meio nos possiblita o contato com substancias igualmente poderosas que poderiam nos passar despercebidas ou mesmo censuradas seja por lei e/ou interesses particulares. Ha em vigencia um forte movimento nao so que colocam em debate as drogas usualmente mostradas pela midia, como o Growroom que trata principalmente sobre a canabis. Outros sites tambem trazem a discussao substancias psicoativas menos conhecidas como DMT, Psilobicina, LSA, mescalina e tantas outras, alem de compartilharem metodo de cultivo e a disponibilzacao para venda ou troca de sementes de plantas ou esporos fungicos com propriedades alteradoras do estado de conciencia (http://www.lycaeum.org/ / http://www.muscaria.com/ / http://www.erowid.org/ ). Fazem isso legalmente utilizando as brechas nas leis dos paises que, devido a velocidade de processamento de informacoes da Internet, nao conseguem processar leis a tempo para conter toda a informacao adquirida pelos psiconautas. Essa é uma possibilidade real que os visionarios teem para terem acesso as ,chamadas por Aldous Huxley e censuradas pela politicas de war on drugs, portas da percepcao.
Com a chamada ‘Web 2.0’ (jogada de marketing ou nao) as portas foram ainda mais ampliadas e a interatividade nesse outro meio de contato interconciente aprimorada. A Wikipedia como uma enciclopedia viva atualizada e criada pelos proprios usuarios é um bom exemplo. Fato esse que nos propicia visoes mais dinamizadas e nao so proveniente de poucos meios informativos como acontecia antes da ampliacao do uso da Internet quando as fontes mais comumente usadas de enciclopedias eram as a ‘Barsas’ e ‘Larousses’ da vida, usualmente ultrapassadas, pois era inviavel por questoes economicas e de espaco fisico comprar uma outra colecao de enciclopedias num curto espaco de tempo. Sao infinidades de informacoes armazenadas em espacos infinitesimais disponibilizadas somente pelo o acesso a esse outro plano.
Essa dimensao diferenciada possibilita o surgimento e acoes de individuos ou coletivos que poderiam ser considerados subversivos,criminosos, insurgentes, ou qualquer outra denominacao contidas nas leis do‘Estado de Direito’vigente. E algo que em alguns pontos tocam a Zona Autonoma Temporaria descrita por Hakim Bey.no livro TAZ (www.sabotagem.revolt.org/sites/sabotagem/files/TAZ_-_Hakim_Bey.pdf ): ‘…a Taz - abreviacao usada originamlemente pelo autor - pode envolver varias taticas de violencia e defesa, mas seu grande trunfo esta em sua invisibilidade – o Estado nao pode reconhece la porque a historia nao a define. Assim que a TAZ é nomeada (representada , mediada), ela deve desaparecer, ela vai desaparecer, deixando para tras um involucro vazio, e brotara novamente em outro lugar, novamente invisivel, porque é indefinivel pelos termos do Espetaculo. Assim sendo , a TAZ é uma tatica perfeita para uma época em que o Estado é onipresente e todo-poderoso mas, ao mesmo tempo, repleto de rachaduras e fendas.’ O que nos resta é sabermos como aproveitarmos do que temos disponivel para tentar transformar alguma realidade aproveitando as brechas do Estado , mesmo que seja uma transformacao local, nacional ou global. Se constitui numa critica afiada ao sentimento nacionalista, que foi ate entao, um sentimento considerado inerente da natureza do ser-humano
Enquanto a net nos impoe uma hierarquia verticalizada, aonde atuam as transferencias de dados elitizados, portanto restritos, como dados militares, seguranca de Estado, transacoes bancarias e monetarias, surgida de dentro da net encontramos uma especie de contra-net : a web, aonde o acesso a dados sao abertos o que constitui uma hierarquia horizontal palpavel a todos da rede. Temos a liberdade de agirmos no que poderia ser comparado as taticas de guerrilha. O que conta é a sua invisibilidade no ataque e sua fluidez na fuga , sem deixar provas do crime. Somos os cacadores avidos por informacao. A Internet promove atuacao na confusao gerada pela aparicao de uma nova dimensao ‘palpavel’ : os planos se sobrepoem, fazendo com o que a Dimensao Realidade tome verdades da Dimensao Simulacao e vice-versa formando um sistema dinamico de complexidade fabulosa. E nisso ela faz muito bem regidas por leis que em muito se aproximam da Teoria do Caos e formulas nao-lineares devido a infinidade de variaveis (possibilidades) possiveis.
Atencao que o modo de relacao dito virtual nao deve jamais ser comparado ao tete a tete, a presenca dos individuos . Sao coisas completamente diferentes que nao se opoem mas se complementam em alguns pontos. Em vez de perdermos tempo fazendo comparacoes (uma pratica de raizes profundas no nosso sistema de crencas embasado na ciencia moderna) vamos nos ocupar em aproveitar os beneficios gerados. Qualquer tentativa de superar processos de aprendizagem humanos eu os refuto e apelo novamente com o argumento da possibilidade de complementariedade.
Nao negligencio que a Internet ainda nao esta ao alcance de todos nem ao menos a maioria, mas esse é um texto de divulgacao num meio cibernetico. Por isso descorro partindo do principio que todos teem o acesso e voce, que esta lendo este texto, nesse momento nao passa de um individuo cibernetico somente funcionado como um terminal para processamentos e movimentos digitais incluido numa dimensao iguamente cibernetica. Portanto parto do principio do todo de uma so dimensao, que é a digital. Deixo meu protesto em favor da ampliacao e socializacao do acesso a Internet. Ampliacao essa que nao deve ser confundida com a politicas publicas que teem como objetivo o combate ao analfabetismo digital ou o de ‘inclusao digital’, somente pela doacao de computadores baseadas em transacoes fraudulentas , comumente observada na politica brasileira .Entendem que ‘inclusao digital’ é capacitacao de mao-de-obra para o mercado Eh mais que isso: é trazer a habilidade nessaria às liderancas marginalizadas que representem os grupos sociais excluidos para compartilhar visoes e encontrar aliados na mobilizacao que seja, potencializando a extensao digital pretendida atraves do quesito qualitativo e nao quantitativo. Essa é uma tarefa dificil num pais ainda com uma politica com marcas profundas de um sentimento pos-ditadura aonde as disputas democraticas sao realizadas no campo de disputas publicitarias. Aonde politicos eleitos nao abrem mao do voto secreto (por que sera ?) e a candidatura se baseia em numeros, portanto em um carater quantitativo, a socializacao real desse meio se faz dificil.
Nao tentei nesse texto me opor ao chamado movimento ultra verde e a negacao da tecnologia com argumentos neo-luditas, mas apenas faco o uso e a alusao de/as ferramentas deixadas pelos lapsos de controle. Um ‘viva’ a todos projetos ‘subversivos’e a todos aqueles individuos exploradores que buscam pela experimentacao direta outros tipos de conciencia !
Guido Base
Com a Revolucao de Gutemberg, que fez com que a impressao passasse a ser feita em proporcoes jamais vistas ate entao e aumentasse significante a extensao do material impresso, uma vez que tornava o processo mais barato, acreditava se numa gama de impactos vindouros decorrentes que, infelizmente ,o futuro ja desmentiu. Nao, a populacao nao goza dos direitos ao acesso a livros, pelo menos de qualidade. Livro de qualidade , num contexto como nosso, deve ser entendido como ‘atualizado’. Esse ainda nao caiu no dominio publico (direitos autorais) e somado a ganancia dos oligopolios da impressao .chega as maos da populacao a precos incompativeis com a realidade social. Quer uma amostra ? Bibliotecas publicas federais é um bom comeco pra ver que livros atualizados nao sao tao disponiveis. Tanto é, que o processo de quebra de patentes se faz necessario e ocorre, de forma franca e aberta, a pratica da xerox em ambiente universitario sem que sejam contabilizados direitos autorais. Como é senhores governantes ? Aonde esta a etica ? A socializacao de informacao deve ser de forma aberta, nao ficar assinando tratados internacionais ratificando o direito a patente e direitos autorais e por ‘debaixo dos panos’ fazer o contrario em instituicoes de ambito federal. Tem de escancarar de uma vez por todas : aqui o acesso a informacao é aberto ou nao ? Outro problema é a falta de material impresso na lingua portuguesa para estudantes de alguns cursos superiores, mas foge um pouco do assunto que vou tentar tratar.
Mais tarde veio o radio, promessa de que tambem seria uma ‘revolucao’ de colossais proporcoes. A historia negou tambem. Logo depois vem a televisao com a promessa de fazer melhor , de fato se sai melhor que o radio, mas a extensao a populacao continua na promessa. Essas revolucoes tecnologicas nunca atingem suas esperancas depositadas passando sempre a ter justificativa pratica de atender interesses particulares. Tecnologias criadas num contexto aonde a propriedade privada é a legitimacao maxima dos direitos , portanto, a criacao vem sempre ligada a uma patente particular. A Internet foi o tiro que saiu pela culatra. Criada para fins militares, a ARPANET(precursora do que conhecemos por Inertet hoje) saiu dos parametros de controle (total) e hoje tem proporcoes de possibilidades ainda inatingiveis pelo nosso entendimento. O agente PASSIVO, que sentava ao lado do radinho a pilha ou sentado em frente da televisao, sendo bombardeado por imagens selecionadas por periodistas sem compromisso algum com o coletivismo , passa a ser o agente ATIVO, que escolhe o que quer ver .
Gosto de deparar a historia que temos conhecimento com a pergunta : sera que a Internet é a revolucao ? Depende das nossas habilidade em ‘caminhar’ nessa outra dimensao , o que faremos com ela e do conceito escolhido para ‘revolucao’. Alguns autores chamam a Internet de outro nivel de conciencia. Esse pode ser o instrumento que transforma alguns pontos fracassados de revolucoes tecnologicas passadas em possiblidade real da socializacao do conhecimento e comunicacao. Podemos encontrar na Internet a ferramenta necessaria para alguns pontos dos imaginarios socialistas e libertarios anarquistas mais utopicos. Esta visivel pra quem quiser ver a socializacao ocorrendo no campo das letras e musica. Fico feliz quando encontro os chamados movimentos Copyleft, com destaque para o movimento Coletivo Sabotagem (http://sabotagem.revolt.org/) no Brasil, que sofreu processos e teve o site suspenso mas sempre dao o jeito de voltar a ativa. Alem de que ja nao tem mais cura: é virtualmente impossivel ‘apreender’ os documentos divulgados por motivos obvios. É possivel verificarmos a aderencia de alguns artistas a essa tendencia de compartilhacao como o cantor Bnegao (http://www.bnegao.com.br/), que disponibilizou por completo seu disco ‘Enxugando Gelo’ para download. O que eles fizeram ja esta na rede e no computador de milhares de internautas. Nao tem mais volta. Esses e outros individuos compostos somentes de conciencia espalhados por essa dimensao tornam disponiveis materiais preciosissimos que nunca chegariam ao nosso conhecimento seja pelo distanciamento fisico propriamente dito ou por custos. Viajando nesse nivel diferenciado de concienca o cibernauta entra em contato com pessoas que deixam de ser pessoas de carne e osso e passam a pertencer a essa outra dimensao onde o que conta é a sua conciencia. Ninguem tem cor, sexo, cheiro, tamanho. Por isso afirmo que é uma comunicacao de concientes ,ainda que seja verdadeira a afirmacao de que é limitado por palavras e imagens, o que desacelera a fluidez de pensamentos Por essa volatilidade adquirida por individuos ou coletivos justifica se a afirmacao de que a rede é uma verdadeira revolucao pois nao transforma somente os meios de reproducao de conhecimento mas principalmente, pela primeira vez, modifica a condicao de existencia do proprio ser humano bem como suas relacoes.
A liberdade de expressao encontra na rede a fidelidade de direito aos seus preceitos fundamentais. Movimentos sociais fazem seus enlaces, comunicados e denuncias via Internet. Isso os movimentos de carater socio-ambiental estao fazendo muito bem mas ainda tem muito a crescer. Movimentos revolucionarios guerrilheiros de toda a America e mundo fazem suas pronunciacoes e reivindicacoes : as Forcas Revolucionarias da Colombia(http://www.farcep.org/), o Exercito Zapatista de Libertacao Nacional (http://www.ezln.org.mx/) e outras tantas espalhadas pelo globo. Quando seria possivel uma pronunciacao segura para os lideres dessas orgnizacoes reclamassem e falassem abertamente o que querem sem distorcoes midiaticas ? Ou quando seria diretamente acessivel as ideias de grupos considerados ‘ilegais’ pelos ianques ? Esse meio torna isso possivel. Tocando no assunto nao podemos esquecer do Centro de Midia Independente (http://www.midiaindependente.org/) presentes nas mais diversas nacionalidades e linguas, aonde qualquer um pode ser um reporter, fazer denuncias e expor opiniao. Nao podemos nos esquecer que apesar da aparente falta de controle, essa liberdade propiciada por esse mundo virtual ainda é controlada (ou tentam controlar) por empresas norte-americanas por mecanismos para mim ainda obscuros (se alguem souber me escreva, por favor), o que provocou ha um tempo atras reclamacoes na ONU por parte do chamado G5. Uns amigos que serviram de voluntarios em ONG’s no Iraque , que denunciavam crimes cometidos pelas tropas assasinas da alianca anglo-norte americana principalmente, me reportaram que os emails demoravam cerca de dois dias para entrarem ou serem enviados das caixas postais dos correios eletronicos, o que levanta uma hipotese de um suposto controle ou violacao antes de serem enviados ao seus destinarios.
O ponto que toca a questao de substancias alteradoras de conciencia é igualmente transformador: pela primeira vez usuarios de tais podem compartilhar visoes e experiencia sobre o assunto sem a manipulacao direta de contaminantes de informacao como os dogmas estabelecidos pela meios informantes da sociedade. Esse poderoso meio nos possiblita o contato com substancias igualmente poderosas que poderiam nos passar despercebidas ou mesmo censuradas seja por lei e/ou interesses particulares. Ha em vigencia um forte movimento nao so que colocam em debate as drogas usualmente mostradas pela midia, como o Growroom que trata principalmente sobre a canabis. Outros sites tambem trazem a discussao substancias psicoativas menos conhecidas como DMT, Psilobicina, LSA, mescalina e tantas outras, alem de compartilharem metodo de cultivo e a disponibilzacao para venda ou troca de sementes de plantas ou esporos fungicos com propriedades alteradoras do estado de conciencia (http://www.lycaeum.org/ / http://www.muscaria.com/ / http://www.erowid.org/ ). Fazem isso legalmente utilizando as brechas nas leis dos paises que, devido a velocidade de processamento de informacoes da Internet, nao conseguem processar leis a tempo para conter toda a informacao adquirida pelos psiconautas. Essa é uma possibilidade real que os visionarios teem para terem acesso as ,chamadas por Aldous Huxley e censuradas pela politicas de war on drugs, portas da percepcao.
Com a chamada ‘Web 2.0’ (jogada de marketing ou nao) as portas foram ainda mais ampliadas e a interatividade nesse outro meio de contato interconciente aprimorada. A Wikipedia como uma enciclopedia viva atualizada e criada pelos proprios usuarios é um bom exemplo. Fato esse que nos propicia visoes mais dinamizadas e nao so proveniente de poucos meios informativos como acontecia antes da ampliacao do uso da Internet quando as fontes mais comumente usadas de enciclopedias eram as a ‘Barsas’ e ‘Larousses’ da vida, usualmente ultrapassadas, pois era inviavel por questoes economicas e de espaco fisico comprar uma outra colecao de enciclopedias num curto espaco de tempo. Sao infinidades de informacoes armazenadas em espacos infinitesimais disponibilizadas somente pelo o acesso a esse outro plano.
Essa dimensao diferenciada possibilita o surgimento e acoes de individuos ou coletivos que poderiam ser considerados subversivos,criminosos, insurgentes, ou qualquer outra denominacao contidas nas leis do‘Estado de Direito’vigente. E algo que em alguns pontos tocam a Zona Autonoma Temporaria descrita por Hakim Bey.no livro TAZ (www.sabotagem.revolt.org/sites/sabotagem/files/TAZ_-_Hakim_Bey.pdf ): ‘…a Taz - abreviacao usada originamlemente pelo autor - pode envolver varias taticas de violencia e defesa, mas seu grande trunfo esta em sua invisibilidade – o Estado nao pode reconhece la porque a historia nao a define. Assim que a TAZ é nomeada (representada , mediada), ela deve desaparecer, ela vai desaparecer, deixando para tras um involucro vazio, e brotara novamente em outro lugar, novamente invisivel, porque é indefinivel pelos termos do Espetaculo. Assim sendo , a TAZ é uma tatica perfeita para uma época em que o Estado é onipresente e todo-poderoso mas, ao mesmo tempo, repleto de rachaduras e fendas.’ O que nos resta é sabermos como aproveitarmos do que temos disponivel para tentar transformar alguma realidade aproveitando as brechas do Estado , mesmo que seja uma transformacao local, nacional ou global. Se constitui numa critica afiada ao sentimento nacionalista, que foi ate entao, um sentimento considerado inerente da natureza do ser-humano
Enquanto a net nos impoe uma hierarquia verticalizada, aonde atuam as transferencias de dados elitizados, portanto restritos, como dados militares, seguranca de Estado, transacoes bancarias e monetarias, surgida de dentro da net encontramos uma especie de contra-net : a web, aonde o acesso a dados sao abertos o que constitui uma hierarquia horizontal palpavel a todos da rede. Temos a liberdade de agirmos no que poderia ser comparado as taticas de guerrilha. O que conta é a sua invisibilidade no ataque e sua fluidez na fuga , sem deixar provas do crime. Somos os cacadores avidos por informacao. A Internet promove atuacao na confusao gerada pela aparicao de uma nova dimensao ‘palpavel’ : os planos se sobrepoem, fazendo com o que a Dimensao Realidade tome verdades da Dimensao Simulacao e vice-versa formando um sistema dinamico de complexidade fabulosa. E nisso ela faz muito bem regidas por leis que em muito se aproximam da Teoria do Caos e formulas nao-lineares devido a infinidade de variaveis (possibilidades) possiveis.
Atencao que o modo de relacao dito virtual nao deve jamais ser comparado ao tete a tete, a presenca dos individuos . Sao coisas completamente diferentes que nao se opoem mas se complementam em alguns pontos. Em vez de perdermos tempo fazendo comparacoes (uma pratica de raizes profundas no nosso sistema de crencas embasado na ciencia moderna) vamos nos ocupar em aproveitar os beneficios gerados. Qualquer tentativa de superar processos de aprendizagem humanos eu os refuto e apelo novamente com o argumento da possibilidade de complementariedade.
Nao negligencio que a Internet ainda nao esta ao alcance de todos nem ao menos a maioria, mas esse é um texto de divulgacao num meio cibernetico. Por isso descorro partindo do principio que todos teem o acesso e voce, que esta lendo este texto, nesse momento nao passa de um individuo cibernetico somente funcionado como um terminal para processamentos e movimentos digitais incluido numa dimensao iguamente cibernetica. Portanto parto do principio do todo de uma so dimensao, que é a digital. Deixo meu protesto em favor da ampliacao e socializacao do acesso a Internet. Ampliacao essa que nao deve ser confundida com a politicas publicas que teem como objetivo o combate ao analfabetismo digital ou o de ‘inclusao digital’, somente pela doacao de computadores baseadas em transacoes fraudulentas , comumente observada na politica brasileira .Entendem que ‘inclusao digital’ é capacitacao de mao-de-obra para o mercado Eh mais que isso: é trazer a habilidade nessaria às liderancas marginalizadas que representem os grupos sociais excluidos para compartilhar visoes e encontrar aliados na mobilizacao que seja, potencializando a extensao digital pretendida atraves do quesito qualitativo e nao quantitativo. Essa é uma tarefa dificil num pais ainda com uma politica com marcas profundas de um sentimento pos-ditadura aonde as disputas democraticas sao realizadas no campo de disputas publicitarias. Aonde politicos eleitos nao abrem mao do voto secreto (por que sera ?) e a candidatura se baseia em numeros, portanto em um carater quantitativo, a socializacao real desse meio se faz dificil.
Nao tentei nesse texto me opor ao chamado movimento ultra verde e a negacao da tecnologia com argumentos neo-luditas, mas apenas faco o uso e a alusao de/as ferramentas deixadas pelos lapsos de controle. Um ‘viva’ a todos projetos ‘subversivos’e a todos aqueles individuos exploradores que buscam pela experimentacao direta outros tipos de conciencia !
Guido Base