dinsdag 31 juli 2007

Nova Logica

Texto iniciado domingo, dia 29 de julho. Manha chuvosa em Namur, parte francesa da Belgica, e dia livre de trabalho.
O capitalismo nao pode ser entendido como somente um modelo economico pois isso seria reduzi-lo a somente uma parte do seu real significado e extensao. O modelo capitalista é muito maior que isso: é modelo de vida logo se confunde com o olhar que temos sobre ela. Influencia muito mais do que qual roupa iremos vestir, de que devemos nos alimentar, trabalho e etc. Determina o inconsciente logo a logica pela qual entendemos a vida. A sistematica desse estilo de vida determina os padroes de normalidade incutidos no fundo da mente e a ordem sempre é a reducao e organizacao para o entendimento dos fatos. Quanta arrogancia!! E' como se a vida pudesse ser dividida em partes infimas para depois podermos remonta-las e chegar ao entendimento. Para isso a mente so consegue atingir a copreensao atraves de palavras, numeros e outros meros simbolos. Assim a mente perde a volatilidade de transitar entre os diversos conhecimentos adquiridos. Ja na escola aprendemos a separar os assuntos em materias, num formato que parecem nao haver conectividade alguma entre elase culina numa populacao que nao sabe relacionar de forma alguma a situacao de miseria nos paises perifericos e a fartura nos paises centrais da globalizacao. Dentro dessa logica aonde o normal é a acumulacao podemos entender o porqu^e de iniciativas como certificados de alimentos organicos, fair trades, ong 's e ideologias partidarias perdem seu real significado no decorrer do tempo e nao atingem seu objetivos iniciais.
O problema é muito maior e complexo: é mudar toda uma logica pela qual atingimos deducoes e que diretamente afetam o agir. Motivacoes, estimulos, conhecimento e percepcao sao prontamente transformados em mercadorias, portanto, comercializaveis. Qaundo se esta distante da logica da vida, entenda totalidade, em detrimento de uma aproximacao maior com a logica da acumulacao isso é perfeitamente considerado, deduzido, normal. A ciencia e sua metodologia que aprova e classifica é tida como inquestionavel mas a verdade é que ja nao atende mais aos anseios naturais do homem pela vivencia. O ser humano quer ver com os proprios olhos, fazer com as proprias maos e interpretar atraves do viver nao por codificacoes literarias e matematicas que passam a constituir um outro universo sem as relacoes necessarias para a especie.. O cidadao conteporaneo quanto mais inserido no contexto globalizado mais recebe as coisas prontas trocando invariavelmente a palavra vivencia por ciencia. O que se ve é uma crise existencial generalizada e a falta dos sentimentos de indentidade e pertencimento é uma constante. É o maximo do que se pode se entender por alienacao.
Alogica pode ser entendida como a configuracao na nossa mente que projeta uma imagem ao exterior atraves de acoes. E a forma de pensar dominante, a logica vigente, é o entendimento do universo (entenda-se cosmos, Brahman, Tao , ou sei la) como um relogio; é a visao mecanicista que se alastrou feito molestia desde que Rene Descarte a formulou ha seculos atras. Essa visao cartesiana se fundiu facilmente com alogica ja instaurada do Antropocentrismo, que entende que toda forma de vida e recursos existem para o bel prazer do Homo sapiens. Passa a nao se sentir mais como elemento pertecente ao emaranhado da vida, muito mais complexo do que podemos supor ou muito menos traduzi-los em palavras. Sob a otica cartesiana o ser humano vive na busca incessante para ser algo no emaranhado da vida que por essa visao é entendido como um mero tabuleiro de xadrez. Esquece a visao holistica e por isso esquece de simplesmente ser. Ignora que pelo simples fato de EXISTIR, ele ja é o objetivo.
Na busca por algo o individuo se ve em meio a tantos outros individuos na competicao gerada por essa logica. Aqui o conhecimento nao se compartimha e sim, é patenteado, privado. Essa luta tel implicacoes diretas na nocao das relacoes entre passado-presente-futuro. Ofoco é sempre em cima do novo, uma vez que na Era da Informacao a producao de ''conhecimento'' é fonte de poder. Isso explica as constantes tensoes de geracoes nasculturas ocidentais e orientais globalizadas. Os filhos estao mais atualizados, portanto, detentores de mais conhecimento, que muitas vezes é confundido com sabedoria , adquirida somente com a vivecia. Daqui resulta o desprezo pelo velho e conequentemente pelo passado. Por outro lado falta respeito por parte dos pais para com as geracoes vindouras . Esquece-se de viver o presente sempre almejando o futuro . Quando este chega ja nao mais o é , pois agora se transforma em presente e a sede pelo novo, o futuro, noa permite o desfrutamento do hoje. Portanto o cidadao despreza o passado, nao vive o presente e muito menos o futuro.
Com a logica adequada ao sistema perde-se a necessidada de um capitalismo ficticio o qual é direcionado por executivos engravatados sentados a mesa de uma grande corporacao. Ele anda pelas proprias pernas, é autonomo. E esse bicho se alimenta da logica reducionista que projetam as acoes da populacao no sentido do que a gente entende por modelo habitacional (cidades), relacoes pessoais, economia e a relacao que se estabele entre ser humano e elementos nao humanos. O que fica evidente: a verdadeira mudanca nao passa por discussoes dos ambitos politico ou economicos. Somente isso é insuficiente como a historia vem nos mostrando. Se mudancas no interior da mente nao ocorrerem a ponto de mudarem a otica de enxergar o mundo iremos permaner nos degladiando por mudanca dentro das regras do mesmo jogo. Nao! A busca é por um novo jogo, novas regras. Transcenda o seu tempo!
Guido B Zanello