woensdag 11 juli 2007

O Medo

O MEDO
Ja parou pra pensar qual eh a real motivacao que impulsiona a todos a acordar todos dias de manha pra fazer coisas que nao gostam como entrar num escritorio para encontrar gente tambem fazendo o que nao gosta ? Ou ainda, ja parou pra refletir o porquê de ir pra universidade para encontrar profissionais trabalhando insatisfeitos e estudantes em clima de competicao para depois de ter o carimbo na testa de ‘robotizado’ entrar no escritorio citado a pouco ?
Cidadaos do mundo inteiro inseridos na cultura da globalizacao, por estarem afastados de suas raizes, temem o que pode acontecer se tentarem diferente do sistema imposto. E uso ‘’raizes’’ no seu sentido mais bio-antropologico, como no exemplo do reconhecimento da sua propria comida. O bicho-homem-globalizado nao sabe reconhecer a planta que lhe fornece o alimento. Come demasiadamente carne, alimento que nao eh condizente com a fisiologia adquirida por milhares de anos de evolucao podendo se citar espectro de luz visivel,tamanho do comprimento intestinal e denticao. . Nao conseguem imaginar outra alternativa pois tem medo de ficarem sem todo o conforto e ‘seguranca’ adquiridos assegurados por um contra-cheque no fim do mes. Ainda temem a falta do que comer, mesmo que seja comida provinda de supermecados, e que ,portanto, nao sabem sua origem muito menos o que os rotulos, codificados em substancias desconhecidas pela maior parte da populacao, significam; O sistema se baseia no medo da populacao, se baseia na ignorancia.
O cidadao comum pensa que eh infeliz porque precisa de mais dinheiro. Veja bem, MAIS dinhero. Nunca esta satisfeito mesmo que tenha as necessidades basicas ditadas pelo sistema sejam atendidas que se constitui em comida racionada para grande parte e direito a televisao dita livre nos momentos de ‘lazer’. Esse fato comprova que o homem nao sabe nem identificar a suas proprias necessidades. Eh confuso e desajeitado. Nao identifica necessidade realmente basica no seu existir. Nao identifica falta de relacoes pessoais como causa de sua infelicidade. Nao se lembra de reconhecimento pelo outro, entendimento, crescimento mutuo, cooperacao e trabalho coletivo . Se apega as jargaos do tipo ‘sou urbanoide, meu habitat eh a cidade’, como uma tentativa de enganar o instinto que lhe eh natural. Mas tentar enganar tendencias naturais eh muito caro e estamos pagando por isso.
O resultado de toda essa equacao eh a insastifacao generalizada tanto pelos que têm e pelos que nao têm. Ate quando as pessoas irao se submeter a viver sob o medo e a ignorancia e contribuir para escravidao de mais e mais geracoes para a manuntencao dessa maquina ? Pense, sinta, mude, grite, xingue, refute, recuse, dance na chuva … faca alguma coisa !!!

Guido B Zanello